Não, não vou implorar a Dunga. Tudo bem, a opinião é dele, o Ronaldinho Gaúcho não deve ir à Copa, embora esteja numa boa sequência de jogos na Itália. Outros “veteranos” perderam de vez espaço e provavelmente o Brasil vai à Copa do Mundo da África do Sul com um time de jogadores "comuns". A única exceção é se Kaká jogar o futebol dos bons tempos de Milan, algo que está devendo agora aos torcedores do Real Madrid.
Essa Seleção Brasileira que vai à Copa, esboçada por Dunga nesta terça-feira, esboça o que veremos entre os meses de junho e julho: um time de bons jogadores, mas sem nada excepcional. Apesar do fiasco, é diferente do que vimos há quatro anos, quando o time ainda esboçava lampejos de ousadia. Nem se compara, então, à Seleção pentacampeã com Rivaldo e Ronaldo.
O Brasil agora certamente irá com um bom conjunto. Têm jogadores experientes, alguns de bom nível técnico, é verdade, mas não há no elenco de Dunga um fator de desequilíbrio. Ronaldinho Gaúcho poderia ser esse “craque” que o Brasil necessita, mas Dunga não o quer. Provavelmente, nossa estrela seja Kaká, que joga muito mais pelo time do que por si só, e pelo novo “Denílson” Robinho.
No mais, é isso mesmo. Essa tal de globalização do futebol, que serviu para fazer nossos jogadores perderem a ousadia e se transformarem em brucutus do Velho Continente, tornou o Brasil em apenas mais um. Esse pragmatismo de Dunga pode até dar certo. A Seleção tem condições de voltar da África com a cobiçada taça Fifa. Só não conseguirá me convencer que temos hoje a melhor seleção do planeta.
Convocação para o amistoso
GOLEIROS Julio César (Inter-ITA) Doni (Roma-ITA)
ZAGUEIROS Lúcio (Inter-ITA) Juan (Roma-ITA) Luisão (Benfica-POR) Thiago Silva (Milan-ITA)
LATERAIS Maicon (Inter-ITA) Gilberto (Cruzeiro) Michel Bastos (Lyon-FRA) Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Só fui saber do evento ao ler o Jornal Cidade de Mogi Guaçu no último sábado, por isso a post não serve como dica, porque o evento já aconteceu. Mas gostaria de parabenizar a jornalista Fernanda França, da Gazeta Guaçuana, pelo lançamento de seu livro, Blanda, primeiro no Rio de Janeiro, e no sábado em Mogi Guaçu.
Embora não tenha trabalhado diretamente com a Fernanda, tenho boas referências desta profissional que atua na imprensa de Mogi Guaçu já faz algum tempo. Por isso, parabéns Fernanda. E quem quiser saber mais detalhes sobre o livro e outros trabalhos de Fernanda França, acessewww.fernandafranca.com.br.
Domingo passado, em Bragança Paulista, a torcida do Palmeiras protestou porque o Bragantino cobrou R$ 50 do ingresso de arquibancada. Valor excessivo, porém mais em conta em comparação aos R$ 60 exigidos pela diretoria do Mogi Mirim na partida diante do Corinthians, na quarta-feira pós-carnaval. O valor ainda é mais alto se comparado com os R$ 40 cobrados no clássico entre Corinthians e Portuguesa, a ser disputado no final de semana, na capital.
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) vê indícios de irregularidades no contrato entre a Prefeitura de Itapira e a Sanepav, empresa de saneamento contratada no governo Toninho Bellini (PV) para o recolhimento do lixo urbano. A reportagem exclusiva foi publicada no jornal Tribuna de Itapira deste domingo, 7.
O relatório do TCE apontou casos em que uma carga foi pesada mais de uma vez, entre outros fatos que levantam dúvidas do serviço prestado em Itapira, de acordo com a reportagem. Documentos e notas fiscais foram analisados. O laudo vai ser encaminhado ao Ministério Público de Itapira.
Para ser ter ideia, o caso é tão grave que o Tribuna de Itapira, único jornal a noticiar o fato, recebeu a denúncia do diretório municipal do PSDB, partido que tem como filiado o deputado estadual Barros Munhoz. O curioso é que o Tribuna é inimigo declarado de Munhoz, sinal que o assunto realmente mereceu a atenção do trissemanário itapirense.
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas estão o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse: "O Estado sou eu." Lula dirá: "O Brasil sou eu!" Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo o que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora, os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobrás, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões, e junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do Programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no País.
Esqueceu-se de que o País pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo o que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás, citado por Adriano Pires no Brasil Econômico de 13/1: "Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobrás produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela."
O outro alvo da distorção petista se refere à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002 houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram num município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outros 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando numa só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel para a realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa Toda Criança na Escola trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996 eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República
Não há, no estado de São Paulo, preço de ingresso de arquibancada mais caro do que o que vem sendo praticado pelo Mogi Mirim no Paulistão deste ano, em partidas em que o Sapo enfrenta times considerados “grandes”. Primeiro, o Santos. Logo depois do carnaval, o “galáctico” Corinthians.
A diretoria do Mogi Mirim fixou para estes dois jogos valor nada modesto para arquibancada: R$ 60 a entrada inteira, sem choro nem vela. É o preço que qualquer pessoa deve pagar, exceção aqueles que têm direito à meia-entrada, como professores da rede pública do Estado, estudantes com carteirinha, etc e etc.
Nisso que estamos falando de ingresso de arquibancada, que não dá direito ao torcedor de assistir o jogo numa condição mais cômoda do estádio, como um setor de cadeiras cobertas. Não, é arquibancada mesmo, concreto rústico, faça chuva ou faça sol. Vale lembrar que a decisão da diretoria do Mogi Mirim, capitaneada pelo presidente Rivaldo, foi tomada ainda no ano passado e não há quem o faça mudar.
Busquei na internet alguns exemplos de como o preço cobrado pela diretoria do Mogi Mirim é abusivo. Vamos lá. Quarta-feira passada, em Campinas, a Ponte Preta recebeu o Corinthians. Estamos falando de um time médio que enfrentou um grande. Valor de arquibancada: R$ 30, inteira. Torcedor da Ponte com a camisa do clube teve o direito de pagar metade deste valor.
Outro bom jogo da rodada de meio de semana. Quinta-feira, Palestra Itália, confronto entre Palmeiras e Portuguesa. Clássico tradicional, embora a Lusa não seja a mesma Lusa de décadas passadas. Mas, enfim, havia um Palmeiras em campo. Valor do ingresso: R$ 30 para arquibancada.
Mais um exemplo. Partida de quarta-feira à noite na Arena Barueri, entre São Paulo e São Caetano. O Tricolor mudou o local da partida porque o Morumbi está em reformas. Venceu o Azulão por 3 a 0. Valor do ingresso deste confronto? R$ 30 pela arquibancada. E com um adendo importante. O São Paulo mandará quatro jogos em Barueri. Quem adquiriu o pacote de ingressos para os quatro jogos, incluindo contra o Santos, pagou R$ 90.
Por que, então, o Mogi Mirim está cobrando R$ 60 do torcedor de arquibancada contra Santos e Corinthians? A partida contra o Peixe, há duas semanas, respondeu parte da dúvida deste blogueiro: menos de 3 mil torcedores pagantes, renda ínfima perto do que o Mogi Mirim poderia lucrar tendo em seu estádio um time do tamanho do Peixe.
Contra o Corinthians a história não será diferente. O confronto acontece quarta-feira pós-carnaval, a uma semana da estréia do Timão na Taça Libertadores da América. Será que o Corinthians vai a Mogi com todos os seus titulares? Ou será que Mano Menezes colocará em campo atletas preteridos do real interesse corintiano no ano do centenário, o cobiçado título da Libertadores?
Enfim, independentemente do Corinthians que vier a Mogi Mirim, a diretoria dá um tiro no pé quando considera que cobrar R$ 60 renderá muito mais grana no caixa do que baixar o valor de arquibancada e facilitar a presença do torcedor da região.
E há um ponto ainda mais importante a ser ressaltado. Cobrando valor mais alto, o Mogi Mirim deixa mais evidente que a presença do torcedor não é tão importante como parece ser. No ano passado, numa situação distinta de agora, Rivaldo facilitou a ida do torcedor ao estádio quando o Mogi estava com a corda no pescoço. E se por acaso, a exemplo do ano passado, o Sapo voltar a frequentar a zona de rebaixamento? O valor do ingresso será revisto, presidente?
A paixão por um hobby estreitou minhas relações com o complexo esportivo do Lavapés. Há mais ou menos dois anos tenho freqüentado aquele que deveria ser o centro de convivência de Mogi Mirim, eleito não por um decreto do poder público municipal, mas pelo fato de ser uma praça que agrega gente que desfruta do campo de futebol, das quadras de areia, na pista de caminhada e corrida, da ciclovia e das sombras das árvores, além de shows promovidos pela própria Prefeitura.
Também chama a atenção a quantidade de pais que levam seus filhos para um passeio de bicicleta na antiga pista do kartódromo, sem falar daqueles que incrementam o passeio nas tardes de sábado e domingo: improvisam uma churrasqueira, levam algumas latinhas de cerveja, elevam o volume da música e desfrutam das precárias acomodações daquele parque.
Seja como jornalista ou como mais um frequentador daquele espaço público, nunca vi o Lavapés ser tratado como um verdadeiro centro de entretenimento da cidade. Porque o próprio poder público municipal nunca o tratou desta forma. Não faz muito tempo que o Lavapés ganhou como parceiro uma multinacional que prometera mundos e fundos para torná-lo em um espaço mais apropriado. É verdade, porém, pouca coisa mudou.
Mais recentemente, o governo municipal investiu mais de R$ 1 milhão na construção de um “elefante branco” chamado praça de eventos, quando deveria ter aplicado o mesmo recurso para revitalizar a melhor área da cidade para o esporte, lazer, recreação e entretenimento. O Lavapés continua lá, jogado, depredado e sem um pingo de cuidado.
Pelos seus caminhos é possível ter noção que o poder público não zela pela importância que o Lavapés proporciona. Mato alto, garrafas de vidros quebradas por todos os cantos, sem falar em preservativos abandonados nos locais frequentados por crianças. Um absurdo. Até quando o Lavapés continuará neste estado de abandono?
Chegou a hora de dar um basta. Os problemas são mais que evidentes e as soluções paliativas não encobrem o imenso emaranhado de problemas. Fica até a impressão que falta boa vontade do poder público municipal. Como se o bem-estar da população não fosse importante para uma administração que defende a modernização de Mogi Mirim. Por favor, salvem o Lavapés.
Artigo publicado na edição desta sexta-feira do jornal Aqui, em Mogi Mirim, do meu amigo Geraldo Bertanha, o Gebê.
Esta semana, a Justiça do Trabalho concedeu liminar determinando à Mahle Metal Leve, de Mogi Guaçu, que pare de promover o assédio moral contra seus empregados, principalmente os que retornaram ao trabalho após sofrerem de doenças ocupacionais. A empresa também corre o risco de pagar multa de R$ 10 milhões.
De acordo com o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Mogi Guaçu, Marçal Georges Damião, a empresa pratica atos constrangedores e vexatórios para forçar os trabalhadores a pedir demissão.
As investigações da Procuradoria Regional do Trabalho confirmaram as acusações. Marçal informou ao JC que foi o próprio sindicato que realizou a denúncia e que os funcionários que denunciaram a empresa se reuniram com representantes do Ministério Público na sede do sindicato em Mogi Guaçu.
Segundo o presidente, cerca de 200 funcionários da multinacional estão afastados por causa de doenças, inclusive algumas em decorrência de acidentes de trabalho. Marçal explicou ainda como foi o processo da denúncia. O MP enviou uma carta a todos os funcionários que haviam sido readaptados ao trabalho. Cerca de 20 formalizaram a denúncia.
A principal reclamação dos funcionários é a falta de respeito e a humilhação pela qual são obrigados a passar quando do retorno às atividades da empresa. “Além dos chefes, os próprios colegas recriminam o trabalhador”, alertou Marçal.
O presidente do sindicato também justificou que esses trabalhadores ficam limitados e não podem exercer as mesmas funções de antes do afastamento. Marçal já adiantou que, se os casos de assédio continuar, uma greve geral não será descartada. “Não podemos deixar que os nossos trabalhadores se submetam a isso”, defendeu.
Multas A repercussão do caso já foi divulgada em importantes veículos de comunicação do País. O jornal Correio Braziliense e o site UOL, reproduziram a matéria da Agência Brasil. De acordo com a reportagem, a juíza Christina Feuerhermel Ribeiro obrigou a empresa a enquadrar os empregados readaptados em funções compatíveis com suas condições de trabalho e promover, até o final de fevereiro, palestras sobre assédio moral e suas consequências no ambiente de trabalho, ministradas por profissional habilitado.
Caso a Mahle descumpra a decisão, deverá pagar multa de R$ 50 mil por dia, que será revertida ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Além disso, o MPT ingressou com ação civil pública na Justiça do Trabalho, pedindo a condenação da Mahle ao pagamento de R$ 10 milhões por dano moral coletivo. Procurada pelo JC a empresa não quis comentar o caso. Também na assessoria de imprensa da metalúrgica ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.
Texto gentilmente enviado por André Paes Leme, editor do JC Mogi
Embora meu ódio em relação ao Santos tenha o tamanho da minha “adoração” por São Paulo e Palmeiras, está aí a imagem da semana: Neymar, atacante santista, que marcou um golaço na vitória do Peixe sobre o Santo André por 2 a 1.
Na sessão da Câmara de Mogi Guaçu, na última segunda-feira, o vereador Ivens Chiarelli (PMDB), cumpriu, mais uma vez, seu papel enquanto opositor ao atual governo municipal. Apontou falhas na administração e não poupou críticas ao prefeito Paulinho Barros (PV). Este é o papel legítimo de um vereador, ou seja, fiscalizar e denunciar falhas do Executivo. Infelizmente, Ivens extrapolou sua função ao virar suas baterias para a imprensa.
Segundo o peemedebista, o atual chefe do Executivo, na ânsia de eleger a primeira-dama Sandra Benitez de Barros (PV), pré-candidata à deputada estadual, estaria ‘comprando’ os meios de comunicação da cidade. Essa atitude de Barros, ainda de acordo com o vereador, seria uma tentativa de minimizar as críticas ao atual governo e promover a candidatura de mulher.
Os ataques, apesar de beirarem a paranóia, não teriam maiores consequências se Ivens não tivesse insinuado que ‘uma rádio da cidade’ estaria favorecendo o governo de Paulinho, uma vez que o editor é noivo de uma funcionária da Secretaria de Comunicação da Prefeitura.
A rádio em questão é a Nova Onda FM, o editor é o jornalista Beto Amorim e a noiva é a jornalista Juliana Domingues, assessora de comunicação da Prefeitura. Talvez a frustração de não ter mais as benesses da administração à sua disposição tenha desnorteado o vereador. Isso porque ao chamar a rádio de ‘governista’, o vereador ofendeu toda a imprensa que cobre a Câmara. No caso da Nova Onda, a jornalista Karina Araújo é quem faz a cobertura dos fatos políticos naquela Casa.
Trata-se de uma excelente profissional que, inclusive, já exerceu a mesma função de Juliana no governo de Hélio Miachon Bueno (PMDB). Além de imparcial, honesta e dotada de excelente caráter e inteligência, Karina jamais se sujeitaria a ser uma ‘repórter chapa-branca’. Muito menos a Nova Onda imporia tal absurdo a um de seus profissionais.
Por sinal, a rádio, mesmo pertencendo ao filho do prefeito de Mogi Mirim, Carlos Nelson Bueno (PSDB), sempre foi um canal aberto a todas as tendências políticas, independentemente do ponto de vista ideológico de seus proprietários. Esta não é a primeira vez que Ivens Chiarelli comete esses ataques ensandecidos contra a mídia local. Também já insinuou que a Gazeta Guaçuana era parcial e tendenciosa.
No ano passado, por exemplo, disse que “a imprensa só publica o que é ruim, que é para denegrir a imagem do vereador”. Afirmou ainda que “essa mesma imprensa, que deturpa a imagem do político, é a que mama na teta do Município”. A imprensa não precisa deturpar a imagem dos políticos neste País e também não é ela quem mama nas tetas do governo ou esconde dinheiro na meia.
Os fatos falam por si só. Inclusive aqui, em Mogi Guaçu, onde há acontecimentos que realmente comprometem a imagem dos políticos, como casos comprovados de compra de votos, desvio de milhões para pagar consultorias fantasmas, vereadores que gastam dinheiro público com viagens para congressos em paraísos turísticos, excesso de assessores parlamentares, etc. Talvez Ivens aprenda que ser oposição é também ser construtivo, não apenas caluniador.
André Paes Leme, editor-chefe do Jornal Cidade de Mogi Guaçu, contribui para que este blog não fique empoeirado.
Sábado passado, aproximadamente 100 pessoas se arriscaram nas águas nada calmas do rio Mogi Guaçu para o passeio de boias entre Pirassununga e Porto Ferreira. O nível do rio estava altíssimo – já havia transbordado por aqui semana passada. Por isso, boa parte dos participantes não passou da “primeira curva”, ao esbarrar em uma das pilastras de concreto da ponte nova do distrito de Cachoeira de Emas. Algumas imagens chegam a ser hilárias. Ainda bem que ninguém ficou ferido. As fotos são de Marcos Zaniboni e Ricardo Missão, do jornal O Movimento de Pirassununga.
Esta semana, os mogimirianos foram surpreendidos com a informação que o atual presidente do Mogi Mirim Esporte Clube, o craque Rivaldo Vitor Borba Ferreira, quer mudar o nome do estádio “Papa João Paulo II” (ex-estádio Vail Chaves), para homenagear o pai, Romildo Vitor Gomes Ferreira. Antes disso, Rivaldo teria tentado, sem sucesso, recolocar o nome do ex-presidente do Sapo, Wilson Fernandes de Barros, mas esbarrou na resistência dos familiares do empresário, falecido em maio de 2008. Por sinal, o nome atual do estádio do Mogi foi proposto pelo próprio Barros, em 2005, numa homenagem do cartola a um dos mais populares papas de toda a história. Agora, com a recusa da família Barros, é até compreensível que Rivaldo queira homenagear o pai. Só escolheu o local errado, pois o estádio do Mogi não tem nada a ver com a vida ou o passado do homenageado.
Para 99,99% dos mogimirianos, Romildo Ferreira é um ilustre desconhecido, sem qualquer desmerecimento. Por mais profícuo e honesto que este cidadão tenha sido em vida, nem mesmo em Paulista (PE), terra natal de Rivaldo, ele mereceu uma homenagem dessa magnitude. Além disso, retirar o nome de um papa que já está em vias de ser canonizado pelo Vaticano, seria um tapa na cara dos católicos brasileiros, assim como à memória do próprio Wilson Barros, que fez questão de homenagear João Paulo II, o primeiro papa não italiano em 445 anos. Rivaldo, por exemplo, renderia uma justa homenagem ao pai batizando o complexo esportivo da Zona Leste de Mogi Mirim, que está sendo construído com recursos do próprio jogador. Uma outra opção seria o CT (Centro de Treinamento) de Mogi Guaçu.
Melhor ainda seria se o craque do Bunyodkor (Uzbequistão), homenageasse o pai com uma ala pediátrica na Santa Casa. No entanto, o evangélico Rivaldo é, literalmente, o dono do Mogi e, por conseguinte, o estádio “João Paulo II” lhe pertence. Sendo assim, se quiser mudar o nome daquela praça esportiva para “Romildão”, ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de protestar. Fica, porém, a sensação de que, cada vez mais, o time do Mogi Mirim vai perdendo a sua identidade com a cidade e com a torcida. Hoje em dia, em que o futebol se tornou puro “business” e onde há poucos dirigentes preocupados com o passado ou com a história de seus times, seria interessante se Rivaldo preservasse, pelo menos, uma das últimas vontades do ex-presidente Wilson Barros. Caso contrário, que também mude o nome do time do Mogi, quem sabe para ‘Sapo Stars’, ‘Mercenary Warrios’ ou até ‘Rivaldo´s Boys’. Afinal, nomes são apenas detalhes e como não houve protestos na cidade, o caminho está livre para tal esquisitice.
André Paes Leme é editor-chefe do Jornal da Cidade de Mogi Guaçu.