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BRASIL, Sudeste, MOGI-MIRIM, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Esportes, Música

Paulo Henrique Tenorio é jornalista. Artigos não assinados são de autoria do blog. Boa leitura!


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Atualizando

Contornando a crise

A Prefeitura de Mogi Guaçu deu um “sossega leão” no ensaio de greve dos coletores de lixo. Isso porque, na mesa redonda realizada no Ministério do Trabalho, na quarta-feira, os servidores descartaram qualquer hipótese de aderirem ao movimento.

Selaram um acordo em que, neste mês, as quarenta horas-extras reivindicadas vão ser pagas. Porém, só Deus sabe quando. Isso porque a Prefeitura promete incluir as 30 horas no holerite. Já as 10 restantes, permanecem na informalidade e serão pagas quando Deus quiser.

A partir do próximo mês, o máximo a ser feito e pago é o limite de 30 horas extras. Se passar disso, o Ministério do Trabalho diz que vai obrigar a Prefeitura a pagar. Só resta saber como será esse controle, uma vez que a Prefeitura não dispõe de banco de horas. Ou seja, esse assunto ainda vai dar muito pano pra manga.

* * *

Na quarta-feira, moradores do bairro Ypê 3 fizeram um protesto inusitado. Colocaram mais de 100 sacos de lixo na rua – algumas tiveram até o trânsito impedido. Os moradores disseram que há pelo menos duas semanas o lixo está acumulado e que os coletores não estão recolhendo o lixo do bairro.

A solução foi imediata. Antes do meio dia, um caminhão recolheu todo o lixo do bairro. Se a moda pega e se todo mundo começar a protestar desta forma, os coletores vão ter que trabalhar dobrado. (Colaboração de Tatyana Montera)



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 11h44
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A bola rola

Estreias na Copa Paulista de Futebol

Anote aí. O Mogi Mirim estreia na Copa Paulista de Futebol neste sábado, às 16h00, contra o Botafogo de Ribeirão Preto. O jogo será no estádio Santa Cruz, em Ribeirão.

A Esportiva Itapirense vai jogar diante da Francana, em Itapira, no domingo pela manhã. A partida começa às 10h00.

Mogi Mirim e Esportiva estão no mesmo grupo ao lado de Francana, Batatais, Comercial, XV de Piracicaba e União São João.

Os times integram o grupo 2. Ao todo, a competição contará com 32 equipes. (Com informações da assessoria de imprensa do Mogi Mirim Esporte Clube)



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 13h18
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Eleições

Quem terá o apoio de Carlos Nelson?

As eleições de 2010 estão aí. E o primeiro ensaio foi dado nesta semana, em Mogi Mirim. Gerson Rossi Júnior, preterido das eleições municipais passadas, foi indicado pelo PPS para candidatar-se a deputado estadual.

O objetivo de Júnior é ser eleito deputado? Digamos que não é o objetivo principal do “homem forte” de Carlos Nelson, a pessoa que o prefeito “proibiu” de candidatar-se à Câmara nas eleições de 2008 em função do andamento de projetos de suma importância para o atual governo, como o tratamento de esgoto.

O ex-vereador pelo PT quer, na verdade, demarcar terreno, mostrar que tem peso dentro do emergente PPS no cenário político mogimiriano. E que pode, sim, daqui a três anos, ser candidato a prefeito a revelia de outros partidos da base aliada, como o PMDB e o PTB, sem falar, é claro, no PSDB de Carlos Nelson e Maria Helena.

O que intriga, na verdade, é saber se Rossi Júnior terá apoio de Carlos Nelson ou se o ninho tucano apostará na candidatura de outro nome para a Assembléia Legislativa, uma vez que Barros Munhoz concorrerá a uma cadeira da Câmara Federal.

Quem Carlos Nelson irá apoiar? Embora seja cedo para qualquer prognóstico, os bastidores indicam que o candidato a deputado estadual indicado por Munhoz não sairá de Itapira. Será de outra cidade da Baixa Mogiana.

Quem, no PSDB, teria peso político para representar a região nas eleições do ano que vem? Maria Helena? Cal Martini? A missão de achar um nome é árdua.

Neste mar de incertezas que paira o ninho tucano, ao menos uma outra candidatura começa a surgir no horizonte, a de Walter Caveanha, que tentará nova eleição no ano que vem. Como também é público o interesse do prefeito de Mogi Guaçu, Paulo Eduardo de Barros, em apostar as fichas na própria mulher.

Antes que as peças se encaixem, Rossi Júnior segue o roteiro dos que buscam visibilidade para arregimentar força. As ambições dele são bem diferentes de outros pré-candidatos a alguma coisa em 2010. O objetivo de Rossi Júnior parece bem evidente. É ganhar visibilidade para concorrer à principal cadeira do prédio de número 129 da rua Dr. José Alves.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 21h30
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Opinião

Para o fim dos crimes, fim da vida

Por Diego Ortiz

Diante da incompetência em realizar políticas sociais, de conscientização e formação de cidadãos, a sociedade, representada pelas autoridades, vem apostando em uma das práticas mais execráveis: a restrição da liberdade.

Proibir se tornou sinônimo de solução para o combate à violência e criminalidade. Se investe numa sociedade silenciosa e com restrição de direitos constitucionais básicos como o de ir e vir.

Em Mogi Mirim, a novidade é o estudo para a implantação de uma polêmica medida já adotada em outras cidades: o toque de recolher para menores de 18 anos, após a 0h.

Em outro momento, já havia sido limitado o horário de funcionamento de estabelecimentos que têm como principal foco a venda de bebidas alcoólicas, além de fiscalizações noturnas terem amedrontado restaurantes em uma cidade que busca atrair turistas com o projeto do pólo gastronômico. Somado a isso, a excessivamente rígida lei seca em âmbito nacional. Já em Itapira, estuda-se a proibição da venda de bebidas alcoólicas na madrugada, inclusive em restaurantes, prejudicando até mesmo o comércio, em outra ideia ignóbil.

Medidas que se apóiam na estatística de redução da violência. E realmente, parece óbvio. Restringindo-se determinadas ações, obviamente caem os índices de criminalidade e mortalidade. Uma visão simplista e repugnante, na medida em que afronta um dos valores mais sublimes: a liberdade.

Utilizando uma visão extrema, a proibição do trânsito de veículos, por exemplo, certamente redundaria em uma redução gigantesca de mortes, gerada pelos constantes acidentes. Seria a solução, simplesmente proibir em nome da vida?

Combater o lazer noturno, certamente, também reduz a criminalidade, independente da idade, já que muitos desentendimentos ocorrem em discotecas, bares e afins. Seria a solução proibir a venda de bebidas alcoólicas e o funcionamento de estabelecimentos ligados ao lazer?

Certamente, o esporte, especialmente o futebol no Brasil, também é responsável por gerar a violência indireta, principalmente de torcidas organizadas. O futebol, pelo espírito de rivalidade, instiga o sentimento do ódio, gerando violência e mortes. Além disso, recentemente, casos estão sendo relatados de mortes de torcedores por paradas cardíacas em função do nervosismo na torcida pelo clube do coração. Seria a solução simplesmente proibir o futebol?

Relacionamentos amorosos, da mesma forma, geram sentimentos de ciúmes, ódio, muitas vezes resultando em assassinatos. Não são raros os casos de crimes passionais, muitas vezes com assassinato, seguido de suicídio. Seria o caso de proibir o relacionamento amoroso?

As medidas restritivas são cada vez mais absurdas, prejudicando a liberdade em vez de agir na raiz dos problemas sociais, dando margens a questionamentos irônicos como os supracitados.

Recentemente, houve até projeto de lei buscando proibir o consumo de alimentos gordurosos em escolas. Certamente, uma alimentação mais regrada, independente da idade e profissão, seria responsável por garantir uma melhor saúde e manutenção da vida, evitando mortes provocadas por hábitos de vida não saudáveis. Seria a solução proibir alimentos gordurosos e o funcionamento de lanchonetes que tem como principal negócio lanches ricos em colesterol?

A sociedade parece acostumada a resolver os problemas na base da medida mais cômoda: proibir. O direito de escolha é jogado na lata do lixo.

O toque de recolher, no intuito de combater a criminalidade e exploração sexual de crianças e adolescentes, gera uma visão prejudicial da madrugada aos jovens. Como se em outros horários, as ruas fossem tranquilas e sem risco. Madrugada adorável, responsável pela alegria de diversos cidadãos, vista de forma preconceituosa e banal. O que esperar de uma sociedade que cria menores fora do convívio social, presos em suas residências durante um determinado momento? Que geração estaria se criando, a geração do medo, a geração do nada pode, a geração de jovens oprimidos? A restrição da liberdade é um dos piores tipos de violência.

O toque de recolher afronta, da mesma forma, o direito de educação das famílias, que deveriam ter a liberdade de educar os filhos da maneira que melhor entenderem. Eles, sim, os pais, poderiam — mas não deveriam — adotar medidas simplistas na educação já que não são pagos pelo poder público para pensar.

O toque de recolher afronta o direito de escolha entre o certo e o errado. Torna o menor mais bronco, limitado, aprendendo desde cedo que a melhor forma de educar é proibir. Como se um adolescente de 17 anos, por exemplo, tivesse que viver aprisionado justamente no horário em que poderia se divertir pelas ruas da cidade, até porque as ruas são públicas, ou no estabelecimento que lhe melhor convir. Em uma das melhores idades para a diversão noturna, o adolescente passa a ser privado de conviver com a natureza no horário pelo qual muitos são apaixonados. Em uma sociedade cada vez mais violenta, se aprisiona o cidadão em sua residência como se criminoso fosse.

Embora tenha sido implantado em outras cidades, o toque de recolher está longe de ser uma unanimidade e é combatido por diversas vertentes, autoridades e lideranças jovens e especialistas em estudos sobre a infância.

Até mesmo na expressão “toque de recolher”, apresenta-se um aspecto ditatorial repugnante. Não há como se manter calado diante de uma medida abusiva que aposta em um recolhimento à residência, em detrimento do lazer, como se nas casas estivessem protegidos da criminalidade. Mascaram-se os problemas sociais, de educação e direitos básicos da juventude, em nome de uma medida autoritária, opressiva, que oculta o cerne da discussão.

Mesmo que apenas dure 60 a 90 dias, como uma forma de mapear os menores, como defende o Ministério Público, o toque de recolher é condenável e insinua que a sociedade não está preparada para fiscalizar dentro do que preceitua o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), do que já existe na legislação. Demonstra que o mapeamento só se torna real com a proibição.

É o mesmo que proibir o estacionamento em determinados pontos, como chegou a ser feito, como forma de não gerar uma concentração de jovens e, assim, reduzir o barulho noturno. Na incompetência para se fiscalizar e resolver os problemas da juventude, aposta-se na proibição, quando o correto seria aprofundar o tema da violência e realizar um estudo mais sério sobre as causas e soluções para combate, não somente nas simplistas e cômodas medidas.

Proíbe-se o lazer.
Proíbe-se o funcionamento de bares.
Proíbe-se o barulho.
Proíbem-se bebidas alcoólicas.
Proíbe-se o direito de andar pelas ruas na madrugada.
Uma sociedade cada vez mais sem ação.
Uma sociedade cada vez mais sem violência.
Uma sociedade cada vez mais sem crimes.
Uma sociedade sem vida.
Uma sociedade silenciosa.
Uma sociedade morta.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 20h18
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Política de esportes

O preço dos Jogos Regionais

Mogi Guaçu ganhou o direito de sediar os Jogos Regionais de 2011. A eleição ocorreu nesta semana e o prefeito Paulo Eduardo de Barros, o dr. Paulinho, foi quem defendeu a candidatura guaçuana durante a realização dos Regionais em Atibaia.

De acordo com o Atibaia News, Paulinho declarou que “os Regionais servirão como uma espécie de desculpa para que possamos investir e melhorar nossos ginásios e infraestrutura do esporte em Mogi Guaçu”.

Primeiro, é bom que se diga uma coisa: os Jogos Regionais de hoje deixaram de ser importante como já ocorreu nas décadas de 1980 e 90. Antes, a competição realmente revelava atleta e aglutinava qualidade em qualquer uma das modalidades.

Já até escrevi isso certa vez. Nos Jogos de Itapira, em 1991, a final do basquete feminino chegou a ser televisionada porque em quadra estavam jogadoras de seleção brasileira. Algo que, de longe, acontece nos dias atuais.

Hoje, os Jogos Regionais não reúnem condições técnicas adequadas, a criação da primeira e segunda divisão só serviu para derrubar o nível da competição, as prefeituras estão cada vez menos interessadas em investimento no fomento da base esportiva, o que culmina, por fim, na degradação do verdadeiro espírito dos Jogos Regionais.

Entretanto, ainda sim, os Jogos Regionais ainda existem. E para muito atleta jovem, serve como chance para mostrar o potencial. Lamentavelmente, política de esportes é um termo que se distancia do poder público em função da falta de apoio – ou, então, da incapacidade que nossos governantes tratam o esporte como base para a educação e para uma vida saudável, longe da criminalidade e das drogas.

Infelizmente, essa falta de prioridade tirou Mogi Mirim dos Jogos Regionais deste ano. Aquele discurso do prefeito Carlos Nelson Bueno de que até o término de seu mandato promoveria os Jogos Regionais no município comprova como a política brasileira é repleta de caprichos que inibe a gente a desacreditar. Bobagem é propagada nos quatro cantos deste país. Hipocrisia absoluta. Tudo é feito pelo poder, e mais nada.

Agora, a possibilidade de Mogi Mirim sediar uma competição deste nível é remota. Mesmo porque, como fora informado lá em cima, Mogi Guaçu saiu na frente para a realização dos Jogos de 2011. Daí, restaria a Carlos Nelson tentar o último ano de mandato, em 2012, quando possivelmente Mogi Mirim contará com infraestrutura adequada para abrigar a “olimpíada caipira”, uma vez que a Prefeitura dá como certa a construção do centro esportivo da zona leste por meio de uma troca que permitiu Rivaldo a erguer um prédio acima dos limites do que é permitido em lei municipal.

É verdade que, entre as duas Mogis, a ex-capital da cerâmica dispõe de estrutura absolutamente suficiente para a realização dos Jogos. Já Mogi Mirim poderia, através de uma competição de grande por como os Jogos, arrumar uma boa “desculpa” para melhorar suas praças, criar novos pólos e fazer uso dele para o bem daqueles que não dispõe de recursos para pagar mensalidade no Clube Mogiano.

É tudo uma questão de visão. Visão daquilo que se constrói e destrói num município. Mogi Guaçu sempre caminhou por um lado em que os menos favorecidos têm acesso ao esporte e ao lazer, algo que acostumei a não enxergar nos últimos anos em Mogi Mirim, embora este blogueiro continue acreditando que um dia essa realidade irá mudar.

Eu acredito.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 20h17
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Toque de recolher

Enfim, uma decisão sensata

Está na edição de hoje de O Popular, em matéria assinada por Kaique Barretto:

Cidade não terá toque de recolher para menores, adianta juíza

A juíza Cláudia Regina Nunes, titular da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Mogi Mirim, adiantou na tarde desta terça-feira que não irá baixar portaria implantando o “toque de recolher” para menores de 18 anos, conforme sugestão de audiência pública na quinta-feira, dia 2.

Na opinião da magistrada, esse tipo de medida não será eficaz no município. “Em Mogi Mirim, não é o caso de baixar uma portaria”, diz. “Acho que aqui temos que ir direto na causa. Atacar a causa e não o efeito”, sugeriu, citando como exemplo a implantação de programas sociais para esse público alvo.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 11h30
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Entrevista

“Não iremos 'canibalizar' o mercado”

A frase acima é de André Luís Paes Leme, jornalista profissional diplomado, com pós-gradução e editor do novo jornal de Mogi Guaçu, o Jornal Cidade, que começa a circular sábado, dia 17.

André peregrinou na imprensa. Trabalhou até em Rondônia, mas por muito mais tempo atuou na imprensa regional. Seu último emprego, por sinal, foi chefiar a redação da Gazeta Guaçuana, que hoje se mantém como único jornal de Mogi Guaçu.

O JC vislumbra além do horizonte de Mogi Guaçu. Promete ir mais longe. Espera atingir toda a região num futuro qualquer. Para isso, está disposto a investir numa estrutura que garanta sobrevida ao novo semanário da região.

Leia abaixo a entrevista concedida por André Paes Leme ao blog. A entrevista foi dada por e-mail.

Primeiramente, explique como surgiu o interesse do Jornal Cidade de Rio Claro em criar um veículo voltado para o público de Mogi Guaçu.
No final de 2008, os diretores do JC de Rio Claro iniciaram sondagens na região para saber se havia espaço para um novo jornal. O resultado dessas sondagens não deixa dúvida de que a resposta foi altamente positiva. A escolha de Mogi Guaçu se deu mais por uma questão puramente geográfica. Está entre Estiva e Mogi Mirim.

Você participou do processo de estruturação do jornal, bem como a contratação de alguns dos profissionais. Como será o JC em suas primeiras edições?
Será um semanário que, em um primeiro momento, vai priorizar Mogi Guaçu e Estiva, sem se esquecer de Mogi Mirim. Num futuro, que espero não muito distante, o jornal também deverá privilegiar essas três cidades em seus noticiários.

Você até comentou comigo que Mogi Mirim está na mira do JC. Teremos um jornal regional voltado para o público das duas Mogis?
Não tenho a menor dúvida disso. Até porque, as cidades na Baixa Mogiana estão cada vez mais interligadas, seja política, social ou economicamente.

Hoje, só O Regional circula com noticiário das duas Mogis, diferentemente do que acontece com Gazeta Guaçuana, O Popular e A Comarca. Por que a imprensa regional tem tanto receio quanto a jornais regionais? Isso com cola com o público?
Acredito, enquanto jornalista, que faltou um pouco mais de arrojo aos donos dos meios de comunicação para quebrar esse paradigma de que mogimirianos não se interessam pelas coisas de Mogi Guaçu ou vice-versa.
Hoje, num mundo globalizado e interligado no qual vivemos, chega a ser um tremendo absurdo discutir ou noticiar uma cidade sem ter em mente que ela faz parte de uma microrregião que, por sua vez, está inserida em uma macrorregião (RMC), que também faz parte de uma unidade da Federação. Um exemplo até simplório do que digo é que eu não lia uma notícia sequer da Esportiva Itapirense nos jornais de Mogi ou do Guaçu. Acho que há espaço para um bom noticiário regional em todos os meios de comunicação. As rádios já perceberam isso. Por que não os jornais?

André, você esteve na Gazeta até o início deste ano. Trabalhou no extinto O Guaçuano, como também já comandou a redação de O Impacto. Para você, o que significa este novo desafio?
Estou me sentindo renovado, pois assim como nos primórdios de O Impacto, no início dos anos 80, os desafios serão imensos. Por outro lado, tenho certeza que encontraremos o nosso caminho. É como um novo filho que está nascendo e, sinceramente, espero que façamos o melhor para que ele chegue aos 100, como A Comarca. Além do mais, é gratificante ver novos meios de comunicação surgindo em nossa região.

Mogi Guaçu foi a cidade escolhida para abrigar o novo jornal. Você acha que, com o fim de O Impacto, caberia mais algum outro jornal em Mogi Mirim?
Certamente. Primeiro porque temos abundância de bons profissionais na praça e, segundo, porque há espaço para novos jornais, sites, revistas, rádios, TVs, etc.. Há uma nova geração de profissionais de comunicação chegando ao mercado regional e, tomara que eles tenham muitas opções de emprego.

O que vai diferenciar o JC da Gazeta Guaçuana, único jornal de fato de Mogi Guaçu? Como será essa concorrência?
Não vamos concorrer com a Gazeta, até porque não temos uma equipe tão numerosa, tempo de mercado e nem a periodicidade desse tradicional pentassemanário. Acho que o melhor a fazer é buscar o nosso espaço entre os leitores de Estiva, Mogi Guaçu e Mogi Mirim já que, estes sim, poderão escolher qual o meio de comunicação que supre melhor suas necessidades de informações. A única coisa que posso adiantar é que seremos bem diferentes da Gazeta. 

Estamos em tempos de crise, recessão, queda da publicidade nos veículos de comunicação. Como Mogi Guaçu vem repercutindo o nascimento de um novo órgão de imprensa?
Há uma expectativa positiva no mercado publicitário em relação ao JC. Mas é bom que se diga que, ao contrário de alguns meios de comunicação fizeram num passado recente, não iremos “canibalizar” o mercado com preços irreais, até porque a edição de um periódico envolve altos custos e, como uma empresa, precisamos gerar dividendos que paguem os investimentos e, ao mesmo tempo, proporcionem condições sólidas de continuarmos investindo.

O JC tem objetivos claros quanto aumento da circulação em Mogi Guaçu? Ou, então, aumentar a peridiocidade?
A meta principal, nesses primeiros meses, é apresentar o jornal à população e, posteriormente, estabelecer uma ampla base de assinantes. À medida que o JC alcançar esses objetivos vamos ter que pensar no aumento da periodicidade. Isso é um caminho natural, assim como correu ao Popular, O Impacto e Gazeta.

Mogi Guaçu vive outros tempos com o governo Dr. Paulinho. Como avalia os primeiros meses de gestão?
O primeiro ano é muito complicado para qualquer administrador. O Dr. Paulinho ainda está conhecendo sua nova função. É claro que neste período de adaptação, erros poderão ocorrer. Porém, de uma maneira geral, acho que está fazendo um bom governo, levando em consideração a situação delicada em que encontrou a Prefeitura. Não que o governo anterior tenha dilapidado a cidade, mas hoje, não é segredo para ninguém, Mogi Guaçu não vive seu melhor momento econômico, por causa da queda na arrecadação de impostos, a ameaça constante dos seqüestros de caixa para pagamento de precatórios e do desemprego gerado pela crise mundial.

O que diferencia o atual prefeito do trio Hélio-Carlos Nelson-Walter Caveanha?
Por enquanto ainda é cedo para observar diferenças significativas. Isso leva tempo. Foi assim em relação ao governo Lula em comparação ao de FHC. Paulinho ainda está “colocando a casa em ordem” e só depois disso deve imprimir a marca de seu governo. Mesmo assim, já deu mostras de que pretende governar contando com o apoio dos governos Federal e Estadual. Isso, em si, já é um diferencial em relação ao governo passado.

Todo governo tem pontos negativos. O que você destacaria na atual gestão?
A única coisa que eu particularmente critico é a falta de liberdade para a imprensa local no que tange à comunicação direta com os secretários de governo. Hoje isso é praticamente impossível, ao contrário do que ocorria nos governos de Caveanha, CNB e Hélio Bueno.

Aliás, está gostando do segundo mandato do Carlos Nelson em Mogi Mirim?
Está fazendo um segundo mandato razoável. Nem se compara ao primeiro. Uma das falhas mais graves é a descontinuidade ao processo de industrialização iniciado pelo ex-prefeito Jamil Bacar (1993-1996) e impulsionado no primeiro mandato de Paulo Silva (1997-2000). Diante disso, gostaria que a reeleição fosse sepultada.. Até hoje não vi nenhum prefeito da microrregião, nenhum governador de São Paulo ou presidente do Brasil que tenha feito um bom segundo mandato. Basta pesquisar para constatar isso.

Uma das decisões mais impactantes do Dr. Paulinho foi assumir a gestão do Clube Atlético Guaçuano. Aparentemente, pouca coisa mudou. Mas, o que esperar de mudanças? A troca de comando será salutar para o futuro do Mandi?
No caso do Atlético, qualquer mudança seria positiva. Acredito que presidentes “vitalícios” de qualquer clube, agremiação política, sindicato, enfim, de qualquer entidade, é altamente prejudicial ao desenvolvimento, à transparência, à democracia ou aos interesses maiores de uma coletividade. O Atlético pertence ao povo guaçuano, não a “X” ou a “Y”.

Espaço aberto para suas considerações.
Piro, gostaria de agradecer o espaço em seu blog para apresentar o JC e minhas opiniões. Lembro-me, assim como os jornais citados acima, do início de seu blog e que, em pouco tempo, se tornou um sucesso. Espero que esse mesmo espírito empreendedor acompanhe você em sua nova caminhada no jornal O Movimento. Um grande abraço a você e seus leitores.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 09h30
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Merchan

Sugestões de novas entrevistas

Quem tiver sugestões para novas entrevistas neste blog, fique à vontade para enviar e-mails para paulohtenorio@msn.com. Ficarei grato com sugestões e críticas. Obrigado.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 09h21
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Crise "verde"

Passos de tartaruga

A colaboradora do blog Tatyana Montera me atualiza, via e-mail, sobre o imbróglio envolvendo os coletores de lixo e a Prefeitura de Mogi Guaçu.

A imprensa toda já informou – e repito aqui o que disse o prefeito guaçuano Paulo Eduardo de Barros, o dr. Paulinho – sobre a estratégia adotada pelos coletores, classificada pelo “verde” como “operação tartaruga”.

Devido à reação do "verde", os coletores passaram a recolher de casa em casa o lixo da população, o que consequentemente acarretou em mais tempo de serviço. Antes, o lixo era amontoado para a passagem do caminhão.

A "operação tartaruga" é a resposta dada pelos coletores pelo corte do pagamento de 10 horas extras no holerite dos funcionários do setor.

Só que a paralisação de semana passada não passará impune.

O prefeito já anunciou que os dias parados serão descontados do pagamento do próximo mês e que as 40 horas extras serão pagas apenas neste mês.

Isto é, no próximo, só serão pagas 30 horas, e não adianta ninguém espernear.

O protesto dos coletores de lixo, não reconhecido pelo Ministério do Trabalho, fez o prefeito guaçuano repensar sobre a hipótese de terceirizar o serviço. A possibilidade é grande, algo que deve ocorrer daqui a dois meses.

Enquanto isso, nesta quarta-feira, a partir das 13 horas, servidores e a Prefeitura participam de uma mesa redonda. E pouco mais tarde, às 17 horas, uma assembléia deverá decidir a situação: greve ou não.

A verdade é que a primeira crise do governo Paulinho promete se estender mais um pouco. Não bastasse todo este imbróglio, agora a Prefeitura também está enrolada em outra questão.

Há cerca de um mês o Tribunal de Contas do Estado pediu a paralisação do processo licitatório visando a compra de cestas básicas aos servidores.

O fato é que não foi constatada nenhuma irregularidade, entretanto, a liberação só ocorreu na última sexta-feira. Ou seja, as cestas que deveriam ter sido entregues no dia 30, junto com o holerite, ficaram na promessa.

A Prefeitura prometeu entregar tudo na segunda e novamente não cumpriu o prazo. Terça-feira, uma grande fila se formou no pátio municipal. Até houve a entrega de cestas, mas depois de muito tumulto, bate boca e congestionamento de veículos.

Bom, isso porque as primeiras 800 cestas acabaram por volta das 11 horas, e os caminhões com mais 1.500 só chegou depois das 14 horas.

Estes são os primeiros instantes de crise do governo Paulo Eduardo de Barros. Crise que não deve acabar tão rapidamente.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 09h02
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Nova mídia

A primeira edição do JC

Avenida* Nove de Abril, 274, Centro. Este é o endereço do novo jornal de Mogi Guaçu, o Jornal Cidade, que provavelmente será chamado de JC, como ocorre na matriz em Rio Claro.

E dia 17 de julho é a data fixada para a circulação do primeiro exemplar, sob a coordenação do jornalista André Paes Leme.

Estive na sede do JC no último sábado. E pude notar que o projeto do novo semanário guaçuano – e, talvez, mogimiriano – é mais audacioso do que poderia imaginar.

Bom para a imprensa em geral – e por que não para a concorrência, uma vez que o sol nasce para todos.

Desejo sorte e sucesso à equipe de redação formada para colocar o JC nas ruas.

Pois, é sabido que Mogi Guaçu possui espaço para novos veículos de comunicação.

(*) Corrigido.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 18h16
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Notícias velhas

Novidade na Câmara? Nenhuma

De acordo com reportagem publicada no portal do jornal O Popular, os tucanos João Luís Andrade Teixeira e Maria Helena Scudeler de Barros trocaram farpas durante a sessão de Câmara de segunda-feira à noite.

“Ontem foi a Saúde. Muitos prefeririam que morressem 10 para jogarem os cadáveres na Câmara e no Gabinete do prefeito”, disse Teixeira, sobre críticas “exacerbadas” dirigidas a Carlos Nelson.

Disse ainda que “discussões devem existir, desde que não parta para o ódio pessoal contra o prefeito”.

Direta ao ponto, dirigindo-se a João Luís, Maria Helena respondeu: “Estou pronta para o embate. Para brigar comigo tem que ter coragem e ser honesto. Ninguém vai me calar. Falarei quando quiser, onde quiser e o que quiser”.

Até aí, não existe novidade alguma no âmbito do legislativo mogimiriano. Maria Helena tem se posicionado contra Carlos Nelson em diversos episódios, como, por exemplo, o relatório que indicou irregularidades no serviço municipal de saúde.

A contrariedade de Maria Helena é histórica e dificilmente será deixada de lado, mesmo estando ela no mesmo partido do atual prefeito – ou seria "mesmo estando o atual prefeito no partido de Maria Helena"?

De “querido”, Carlos Nelson não tem nada sob o teto dos Scudeler de Barros. E vai se acostumando, porque Maria Helena não se calará. Mesmo diante da linha de frente criada pelos vereadores da base situacionistas, que tentam a qualquer custo blindar o ninho de Carlos Nelson.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 09h00
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Entrevista

Toque de recolher: ilusão?

Os jornais O Popular e A Comarca de Mogi Mirim trouxeram, no sábado, reportagens a respeito do toque de recolher, medida que é defendida pelo promotor de justiça Rogério José Filóccomo Júnior no combate à criminalidade.

O toque de recolher foi pauta de muita discussão em Pirassununga há mais ou menos um mês. O movimento Segurança Já defende até hoje a implantação de uma regra mais rígida para coibir a circulação de adolescentes pelas ruas após a meia noite.

Entretanto, há quem se posicione contra. Um deles é o promotor José Carlos Gallucci Thomé. Em entrevista ao jornal O Movimento, o representante do Ministério Público foi claro: o toque de recolher é uma falsa ilusão. Conheça os argumentos do promotor de justiça de Pirassununga, em entrevista publicada no dia 13 de junho deste ano.

O movimento “Segurança Já” defende a implantação do toque de recolher. O sr. já se posicionou contrariamente ao pedido. O toque de recolher não contribuiria para a redução da criminalidade?
Como eu já me manifestei e até O Movimento já reproduziu minha manifestação, é uma ideia, uma ilusão achar que o toque de recolher vai minimizar a situação. Nestas estatísticas ninguém fala que atos infracionais ocorrem à noite, no momento em que o toque de recolher poderia estar em efetividade. O que é possível e pretendido fazer é o toque de acolher. Independentemente de portaria de juiz, porque isso é um ato inconstitucional, poderia haver esforços de Conselho Tutelar, de Prefeitura, das polícias Civil e Militar e de órgãos de fiscalização, como assistentes sociais e psicólogos, todos eles saindo em veículos para verificar em altas horas da noite se existem crianças e adolescentes em situação de risco. Obviamente, sem necessitar de portaria, porque o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) já permite que essa criança seja recolhida.

Se não é necessário instituir o toque de recolher, então, é possível aumentar a fiscalização noturna em detrimento da não circulação de jovens durante a madrugada?
Sim, compete fiscalizar, conferir se os bares estão com alvará de funcionamento e verificar se existem menores nestes locais em horários incompatíveis ou então compatível, ingerindo bebida alcoólica quando deveriam estar nas escolas. Isso é mais efetivo do que vender a falsa ideia de que o bendito toque de recolher irá resolver o problema. Isso é uma falsa ilusão. Tanto que vocês observem que quatro cidades possuem esse toque, nenhuma outra instituiu o toque. E nas cidades onde há esse toque, os índices de atendimento em escolas e creches são fracos, reduzidos. O município deixa de atuar e vende a ideia de que tem medidas restritivas, e até com abuso de autoridade. Isso mascara uma situação que não deveria acontecer.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 17h26
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Ufa!

Velloso respira aliviado

Zetti foi demitido do comando do Paraná Clube.

O que essa informação tem a ver com o título acima?

Tudo.

Zetti assumiu o comando do Paraná após a demissão de Velloso, que veio para o Mogi Mirim.

Portanto, se Zetti fora demitido em função dos maus resultados, isso é sinal de que o Paraná realmente não atravessa um bom momento.

O que, de certa forma, minimiza as dúvidas sobre Velloso, que está prestes a estrear definitivamente à frente do Mogi.

Velloso assumiu o Mogi sob a desconfiança de ser um técnico inexperiente, além, é claro, de ter tido passagem não muito boa pelo Paraná.

Sábado, o Sapo enfrenta o Botafogo em Ribeirão Preto pela Copa Paulista.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 13h54
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Luto em Itapira

O pai do progresso

Morreu na madrugada deste sábado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, o empresário itapirense Hélio Pegorari, 84, vítima de falência múltiplas dos órgãos. Pegorari foi vereador na década de 1960, mas como prefeito, entre 1969 e 1972, seu trabalho jamais foi esquecido.

Pegorari foi quem criou o serviço autônomo de água de Itapira, além de ter sido responsável pela construção de pontes que ligam a região central aos bairros da cidade. O jornal Tribuna de Itapira refere-se a Pegorari como o pai do progresso de Itapira.



Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 10h47
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