| |
Diário de bordo
Ela é conhecida de todos nós Pirassununga está sofrendo uma profunda reformulação em seu sistema viário. Antigos semáforos estão sendo trocados por modernos aparelhos, dotados até de contador regressivo, sistema que avisa ao motorista quando o sinal ficará vermelho ou verde. Coisa de outro mundo. Também, com investimento de R$ 800 mil para a implantação destes “sinaleiros” em oito cruzamentos, só poderia esperar por algo do gênero. Espalhafatoso, bem ao gosto do prefeito Ademir Alves Lindo. Outras reformulações estão previstas, incluindo a implantação de zona azul em toda a região central. E curiosamente, a pessoa responsável pelo estudo da zona azul é uma velha conhecida de guaçuanos e mogimirianos. Atende pelo nome de Beatriz Gardinalli.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 23h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Em tempo
Com a palavra... “Então, não dá mais ver a Santa Casa não ter seus próprios equipamentos, que são de terceiros. (...) O ideal é que a Santa Casa tenha todos os equipamentos dentro dela, que o equipamento seja próprio para que o lucro da operação seja dela, e para que o recurso possa ser investido nela e possa atender a população mais carente. (...) Pertence a um grupo de médicos. É uma empresa que é de médicos. Mas, assim dá lucro? Olha, ela tem uma receita sobre isso, mas não é o que poderia receber se (o equipamento) fosse dela”. A frase acima é de Josué Lolli, em entrevista ao blog no sábado passado. Para este assunto, confira as palavras do diretor executivo da Santa Casa, Ronaldo Albuquerque, durante audiência pública desta quarta-feira: “Infelizmente neste instante, na Santa Casa temos conflitos de interesses forçados por outras circunstâncias em que médicos acabaram sendo donos de equipamentos e aparelhos. Isso leva a Santa Casa a não receber pelo serviço prestado. Com relação às taxas que são pagas aos equipamentos pertencentes a médicos, estas são pagas aos profissionais. Aquilo que é de propriedade da Santa Casa, é repassado à Santa Casa”. Questionei ainda a denúncia de que médicos da Unimed estariam atendendo pacientes da cooperativa na unidade de apronto atendimento, quando deveriam atender pacientes do SUS. Questionei também se a unidade de pronto atendimento passou a contar com médicos não vinculados à Unimed. Eis a resposta de Ronaldo: “Este assunto deve ser tratado dentro de um foro mais específico, que é o Conselho Regional de Medicina, até porque não queremos dar qualquer alegação sem qualquer conhecimento”.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 00h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Santa Casa x Unimed
Veja bem... Quarta-feira, 28 de outubro de 2009. Deixei Pirassununga exatamente às 18h30, cujo intuito era cumprir a meta de estar na Câmara de Mogi Mirim às 19h30 e assistir – e quem sabe até participar – a audiência pública envolvendo direção da Santa Casa e a população. Fiquei imaginando que o plenário estaria repleto de expectadores, não só por pessoas diretamente interessadas – vereadores, imprensa e médicos –, mas por outras instituições e personagens que pudessem sair de lá convencidos sobre a iniciativa de abrir as portas da Santa Casa à sociedade. Bem, cheguei um pouco atrasado à audiência, é verdade. Quinze minutos, pra ser bem exato. E de “sopetão”, o primeiro susto. A audiência não foi realizada no plenário, mas na galeria onde são lembrados todos os vereadores que legislaram – e presidiram – em Mogi Mirim. O plenário estava interditado, literalmente, porque a Câmara de Mogi Mirim abrigará uma solenidade de entrega de títulos honorários, o que impediu que suas dependências fossem utilizadas na audiência. Tudo bem, até aí nenhum problema. Outro susto: presentes na audiência estavam pouquíssimas pessoas, ou melhor, apenas vereadores (alguns, né), Santa Casa, poucos médicos e imprensa. Ou seja, não havia absolutamente mais ninguém representando Mogi Mirim naquilo que deveria ser uma prestação de contas da Santa Casa, epicentro de contestações, reclamações, insatisfações e outros “ões”. Saindo de lá, fazendo uma rápida parada no bar do Tina e de volta para casa, desta vez para Itapira, fiquei pensando: o que escrever no meu blog sobre a audiência? De boa, a iniciativa desta audiência foi positiva, havia sim o interesse de todos para que a Santa Casa explicasse algumas coisas, dentre elas, o que fez o hospital romper com a Unimed. Só que a audiência rendeu poucos frutos, senão nada, devido à total perda de tempo de alguns vereadores, dentre eles Maria Alice Mostardinha e Laércio Pires, que aproveitaram a oportunidade para “lavar a roupa suja” (termo bastante usual na audiência) para atacar a direção da Santa Casa – que também devolveu na mesma moeda. Sinceramente, perdi as contas dos momentos tensos da audiência. Discussões de baixíssimo nível, por sinal, diálogo que me nego em reproduzir aqui, embora esteja registrado no meu gravador. O vereador Pires, por exemplo, não queria saber nada sobre Unimed, queria entender porque a Santa Casa peca tanto no atendimento à população que utiliza o SUS. Porém, o mesmo vereador não foi capaz de compreender que o rompimento entre Santa Casa e Unimed tem sim razão para ser discutida, afinal, o hospital é mantido com dinheiro público. Enfim, em grande maioria, a audiência não serviu para nada. Porém, abro aqui considerações para uma declaração que sem dúvida alguma merece o registro. Valter Abrucez, jornalista experiente, meu ex-chefe em O Impacto e atual editor e diretor do jornal O Popular, preferiu se abster da função. Acertadamente, por sinal. Ao invés de questionar, explanou sobre a reunião em si, não deixando dúvidas que a audiência na qual todos nós participamos só servirá para alguma coisa se Santa Casa, vereadores e outras frentes envolvidas se incomodarem com toda a situação. Servirá, inclusive, se daqui pra frente algo vier a acontecer, é claro, para melhorar e até minimizar os problemas registrados na Santa Casa. Porque de resto, mais nada. Sinceramente, gostaria de esclarecer neste post muitas dúvidas colocadas anteriormente neste mesmo espaço a respeito de Santa Casa, SUS, Unimed, Master Saúde... Mas, como diria aquele personagem num famoso comercial de televisão, “veja bem!”. Veja bem...
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 00h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Protesto
Manifesto contra mudanças na Padre Roque O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi Mirim, presidido por José Antonio Scomparim, do PTB, se posicionou contrário à mudança viária que afetará comerciantes da rua Padre Roque. Tanto que, por e-mail, o Sindicato distribuiu o seguinte manifesto. A possibilidade de alteração no sentido do trânsito da Rua Padre Roque, sem uma conversa clara e explicativa com os comerciantes, os moradores e os proprietários dos imóveis da rua, somente cria contestações e desestímulos aos afetados. O SICOVAMM (Sindicato do Comércio Varejista, Bens, Serviços e Turismo de Mogi Mirim) está se manifestando junto ao órgão competente que antes de qualquer mudança se comprometa a discuti-las, esclarecendo e dando voz aos moradores, às empresas e ao comércio da Rua Padre Roque que pela sua história escrita e documentada é o acesso principal ao centro de Mogi Mirim. Consideramos positivo o ato da autarquia em promover melhorias ao trânsito, mas salientamos que essas mudanças não se concretizem apenas no aspecto técnico. A via é pública e não pode ser alvo apenas de opiniões de pessoas que não conhecem o dia-a-dia, a vida, o passado, a atualidade e história da rua. Tendo em vista este Manifesto, apresentamos para o debate público o seguinte programa: .Não à mudança sem antes ouvir os envolvidos e usuários. .Reunião de explicação e esclarecimento, com espaço, para que técnicos, comerciantes, moradores e proprietários de imóveis exponham suas opiniões e sugestões. .Comprometimento com o que for decidido na reunião e se necessário, seja efetivado. José Antonio Scomparin Presidente do SICOVAMM
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 09h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
O "nosso" Mogi
Sonho inatingível? Imagine um Mogi Mirim Esporte Clube diferente deste que você conhece, este mesmo clube que não foge à regra dos tempos em que era presidido por Wilson Fernandes de Barros. Imagine então um Mogi Mirim com outra estrutura, transformado em sociedade anônima, com cotistas, aberto para a sociedade, com direito a clube de campo em Mogi Guaçu e parceria com o Clube Mogiano para reunir associados em Mogi Mirim. Imagine um Mogi Mirim aproveitando o espaço ocioso de seu estádio para gerar renda, com escola para capacitar novos profissionais, e até mesmo condições para atender jovens atletas que não têm a mínima condição de sobrevivência. Imagine um Mogi Mirim aberto ao público, em condições de captar recursos sem devaneios ou sonhos inatingíveis, mas sim com forte apelo de mercado. Imagine um Mogi Mirim que pudesse ser muito mais que camisa e um time distante, fechado, arrogante, inatingível. Imagine um Mogi Mirim completamente diferente do que é hoje. Imagine. Por muito pouco o sonho esteve próximo da realidade. Se quiser entender o porque, sugiro uma conversinha com Josué Lolli. Foi ele quem convenceu Wilson Fernandes de Barros que o Mogi Mirim deveria ser outra coisa, e não aquele Mogi Mirim que o próprio Barros não sabia mais o que fazer. Pena, porém, que Barros não teve tempo de transformar o sonho em realidade. É uma pena, também, que atual diretoria não esteja nem um pouco disposta a dar ao Mogi Mirim cara de um clube da cidade.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 18h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Santa Casa x Unimed
Em tempo (2)
Na quinta-feira à noite acontece outra audiência pública no plenário da Câmara. Porém, desta vez com o corpo clínico da Santa Casa. A convocação partiu do vereador Laércio Pires.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 17h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Santa Casa x Unimed
Em tempo O requerimento de Maria Helena Scudeler de Barros, em que convoca a direção da Santa Casa de Mogi Mirim para uma audiência na quarta-feira à noite, foi aprovado por unanimidade na sessão de segunda-feira à noite.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 10h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
E no Guaçu?
Quer dizer então que antes era permitido? Com absoluta clareza, Josué Lolli, representante da Master Saúde na região da Baixa Mogiana, disse algo intrigante à rádio Nova Onda FM na manhã desta segunda-feira. A declaração requer a atenção de todos. Questionou o fato da Santa Casa de Mogi Guaçu negar atendimento aos conveniados da Master, sendo que grande parte é formada por funcionários da International Paper de Mogi Guaçu. O hospital, segundo Lolli, alegou não possuir capacidade suficiente para prestar atendimento à Master. Só um detalhe: antes de a Master fechar com IP, a Unimed era quem prestava o mesmo serviço à multinacional. E coincidentemente, onde eram atendidos todos os funcionários da empresa? Oras, na Santa Casa de Mogi Guaçu, raios!
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 17h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Santa Casa x Unimed
“Não estamos fazendo politicagem” Acabo de receber o telefonema de Maria Helena Scudeler de Barros, vereadora em Mogi Mirim. Primeiro, ela aproveitou a ocasião para contestar opiniões emitidas neste blog sobre o papel da Câmara no episódio envolvendo Santa Casa e a Unimed. Maria Helena é autora do requerimento de convocação da direção da Santa Casa, que será votado logo mais na sessão de Câmara – e espero que seja aprovado. Em outras duas tentativas, ao convidar a direção da Santa Casa, Maria Helena não foi bem-sucedida. Agora mudou o discurso: convocou a direção e o corpo clínico, que devem ir ao legislativo mogimiriano quarta e quinta-feira, respectivamente. Ao blog, ela diz que a Câmara não faz politicagem – ao menos ela não faz, sejamos francos – porque existe sim esforço de algumas pessoas de bem para mostrar à população o que realmente acontece nos corredores da Santa Casa. “Estou sendo abordada nas ruas por pessoas conveniadas com a Unimed que pedem uma resposta. E nós, como representantes do povo, precisamos encontrar uma solução”, disse a vereadora “Existe um esforço por parte do Município. Existe esforço por parte do Estado, como também existe esforço por parte da União. Dinheiro público é investido na Santa Casa. Por isso queremos saber o que está acontecendo”, completou a vereadora.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 17h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Denúncia - Diário de bordo
Abusos na academia 
Leandro Fortes, da Carta Capital A carreira militar e a vida do tenente-coronel Francisco de Carvalho Fontes nunca mais foi a mesma desde que o acaso tratou de colocá-lo diante do civil Carlos Alberto da Silva nos portões da Academia da Força Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo. Oficial aviador da FAB há duas décadas, Fontes chegou a tempo de ver Silva invadir o portão principal da academia bêbado e na direção de um velho Voyage. Sob a mira de fuzis, o motorista acelerou, fez uma curva e voltou para a rua, mas acabou preso por um grupamento de soldados e sargentos formado às pressas para cercá-lo a tempo de evitar o pior. Em crise no casamento, Silva pedia para ser fuzilado enquanto era algemado. Eram, exatamente, oito e dez da noite de 22 de junho último. A hora e data exatas do encontro entre Fontes e Silva é essencial para se entender as consequências do incidente. Preso, o embriagado civil foi mantido algemado por dois dias a uma cama de hospital da instituição. Silva foi impedido de contatar amigo, parentes ou advogados, sem uma única justificativa legal. Como nos tempos da ditadura, acabou solto após a intervenção de um padre. E do tenente-coronel Fontes, ressalte-se. Único oficial presente no momento do incidente, tentou, no calor da hora, evitar maiores violências contra o prisioneiro. Dois dias depois, no meio da tarde, foi informado por funcionários do hospital que Silva, embora curado do porre e perfeitamente calmo, ainda era mantido algemado e incomunicável num canto da enfermaria. No local, encontrou um prisioneiro desesperado e enfermeiros indignados. “Pelo amor de Deus, me deixa sair daqui porque não agüento mais essa posição”, pediu Silva, então algemado há mais de 40 horas. Não fosse a intervenção dos enfermeiros, a situação seria pior. Apesar do risco de punição por quebra de hierarquia, eles se recusaram a cumprir uma ordem atribuída ao diretor do hospital, o tenente-coronel médico Luis Bragança Falcão: inserir uma sonda na uretra do preso para evitar a necessidade de levá-lo a urinar no banheiro e, assim, retirar as algemas. Fontes alega ter pedido ao colega médico que permitisse a transferência de Silva à prisão do quartel. O pedido foi negado e Fontes procurou apoio em outro lugar. Mas tomou o cuidado de antes fotografar com a câmera de seu celular Silva algemado na cama. Ao saber que o civil era católico, o militar recorreu ao padre Paulo de Anchieta Lopes, capitão-capelão. Ladeado pela tenente Ana Lívia Babadopulos, psicóloga, o capelão conseguiu convencer a direção do hospital a transferir Silva para uma cela no Batalhão de Infantaria da academia. Era noite de 24 de junho. Libertado no mesmo dia da transferência para o batalhão por ordem da Justiça Militar, Silva acabou processado por invadir a academia. Fontes foi punido mais tarde pela intervenção a favor do prisioneiro. Na sexta-feira, 16 de outubro, depois de várias advertências e ameaças, o tenente-coronel foi desligado da academia por ter levado o caso ao Ministério Público Federal. Há cerca de um mês, as denúncias de abuso de autoridade e tortura são investigadas pelo delegado federal Alexandre Perpétuo, de Araraquara. O caso chegou ao procurador federal Ronaldo Ruffo pelas mãos de uma promotora de Justiça da vizinha Pirassununga, Telma Regina Pagoto, procurada por Fontes. Em 13 de julho, Ruffo tomou o depoimento do tenente-coronel. Com base na declaração do oficial e nas fotos do celular, decidiu abrir uma investigação criminal. Ao procurador, o militar revelou ter participado da prisão de Silva e, em seguida, avisado à delegacia de Polícia Civil de Pirassununga sobre o ocorrido. “Queria que fosse feito o exame de corpo de delito no preso, para evitar especulações sobre a prisão em flagrante.” A ordem para levar Silva ao hospital partiu, segundo Fontes, do coronel Odim Ivo Grothe, segundo oficial mais antigo da academia. Uma vez internado, Silva passou a ser monitorado pelos médicos de plantão, todos militares, e por uma escolta armada. Coube à tenente-enfermeira Érika Cristina de Castro, segundo Fontes, impedir a instalação da sonda na uretra de Silva, diagnosticado como absolutamente saudável e em perfeitas condições físicas para urinar sem o auxílio de equipamentos. Convocada a depor no Ministério Público, a tenente não foi encontrada pelo procurador Ruffo. De acordo com a direção do hospital, ela havia saído de férias. Na manhã de 24 de junho, como Silva ainda não havia sido libertado das algemas, Fontes decidiu procurar o Ministério Público estadual e narrar a situação nas dependências do hospital. A partir de então, virou alvo de uma série de audiências seguidas de medidas restritivas ordenadas por superiores hierárquicos. A primeira delas foi anunciada em 6 de julho, durante uma reunião no gabinete do comando da academia. Fontes ouviu um sermão de três horas de duração do brigadeiro Marco Antonio Perez e do coronel Grothe. A conversa foi gravada pelo tenente-coronel. Os superiores o acusaram de deslealdade e de agir contra os interesses da Aeronáutica. Perez avisou ao subordinado que quando os termos da denúncia chegassem oficialmente à direção da academia ele seria punido. Em 14 de setembro, Fontes soube que seria transferido a um posto indefinido. Ao insistir para saber os motivos da transferência, o tenente-coronel foi informado se tratar do “interesse da disciplina”. Detalhe: Fontes jamais havia sido punido disciplinarmente. Em 29 de setembro o coronel Pedro de Carvalho Silva deu-lhe outra notícia: suas férias, previstas para o período entre 5 e 30 de outubro, haviam sido canceladas pelo brigadeiro. Em 1º de outubro, ao chegar ao trabalho, o tenente-coronel não conseguiu acessar a internet, ordem também de Perez. O coronel Pedro Silva informou ao subordinado que o comandante da academia havia determinado a suspensão de acesso à rede de computadores porque Fontes estava passando e-mails “prejudiciais à AFA”. Também comentou de conversas mantidas por ele com outros colegas de farda. Esse detalhe deixou-o em alerta. Como não há nenhum registro de autorização de interceptação telefônica e de e-mails nos processos das justiças Federal e Militar, o tenente-coronel desconfia ter sido vítima de um esquema de grampo ilegal montado para bisbilhotá-lo. Por meio do centro de Comunicação Social da Aeronáutica, Perez nega ter grampeado Fontes. Os e-mails avaliados como “prejudiciais”, informou, constam da investigação tocada pela PF. Em 2 de outubro, Fontes foi chamado a participar de outra conversa, também gravada por ele, no gabinete da direção. Além de Perez, estavam presentes Grothe e Pedro Silva. Na ocasião, o militar foi classificado de persona nefasta e persona non grata pelos superiores. O brigadeiro afirmou ter recebido “orientações de Brasília” para mantê-lo sob “estrita vigilância”. Em seguida, o tenente-coronel foi informado de que deveria desocupar o apartamento onde vivia em um prazo de sete dias, “a bem da disciplina”. Mesmo sob pressão, Fontes conseguiu protelar a mudança até 16 de outubro, quando foi desligado da academia e transferido, sem justificativa formal, para o Comando Regional IV, na capital paulista. Recém-casado, diz pretender tentar uma vaga em um imóvel funcional da FAB em São Paulo, mas teme sofrer perseguições no novo posto, por conta da ousadia de ter denunciado um brigadeiro. Como salvaguarda, enviou, em 7 de outubro, uma representação ao Ministério Público Militar na qual acusa o brigadeiro de “implacável perseguição” e assédio moral. Caso seja constatado o abuso, Perez poderá ser denunciado no Superior Tribunal Militar. A questão agora é achar a vítima. Silva está desaparecido há dois meses. A última aparição foi em uma audiência conduzida pelo juiz Frederico Magno de Melo Veras, da 2ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar de São Paulo, em 4 de agosto passado. E fez uma revelação bizarra: Perez, chefe da academia onde ele ficou algemado, teria se convertido em seu consultor jurídico. Segundo registro da ata de movimentação da 2ª Auditoria Militar de São Paulo, alegou ter sido procurado por “um tal de coronel Fontes ou Pontes” para que ingressasse em uma ação contra a AFA. Na verdade, Fontes havia procurado Silva, a pedido do Ministério Público Federal, para convencê-lo a representar contra o comando da academia. Feito isso, o Ministério Público enviou um ofício a ele, no município de Analândia, vizinho a Pirassununga, onde morava, com perguntas sobre o incidente. Os fatos acabaram assim registrados na Justiça Militar: “(...) que lhe foi enviado um questionário e que teria sido apanhado em casa para almoçar com o brigadeiro Perez, e que o mesmo o ajudou a responder o questionário, e que este questionário seria destinado à Procuradoria da República de São Carlos”. Ou seja, Perez também orientou a vítima de seus atos sobre o que deveria dizer aos investigadores dos abusos cometidos. Perez, por intermédio da assessoria de imprensa, conta uma histórica um pouco diferente. Diz ter sido procurado por Silva em 23 de julho. O civil teria então reclamado da insistência de Fontes em “envolvê-lo” em um processo contra a academia. O brigadeiro nega ter almoçado com Silva, mas admite ter fornecido um lanche ao ex-soldado e lhe dado algum dinheiro para ele voltar de ônibus a Analândia. Nega também tê-lo orientado a preencher o documento enviado aos procuradores. Sobre o incidente no hospital, Perez diz que Silva ficou algemado 13 horas e não 48 horas. O objetivo seria manter a “integridade física” do preso e da equipe médica. Quanto à incomunicabilidade, informou: “Ninguém da família ligou até ele ser liberado e ele não pediu para falar com advogados”. Ruffo desconfiou, porém, da resposta de Silva. Por telefone, o civil havia informado a José Luiz Gaiato, secretário do procurador, a intenção de representar contra Perez e outros oficiais. Quando a reposta ao ofício do MP chegou, ao que parece preenchida no tal almoço ao lado do brigadeiro, Silva tinha voltado atrás. “Achei estranho, porque o documento veio escrito à mão, pelo correio, e, um pouco antes, o próprio Perez tinha me ligado”, revela Ruffo. Segundo o procurador, o brigadeiro estava bastante nervoso e questionou a intervenção do MP em “assuntos da Justiça Militar”. Ruffo respondeu que os crimes de abuso de autoridade, tortura e possivelmente improbidade administrativa são da esfera da Justiça Federal. No primeiro contato de CartaCapital, o centro de comunicação informara que Ruffo havia procurado Perez e não o contrário. Após a informação ser refutada pelo procurador, o brigadeiro lembrou-se de ter tomado a iniciativa de um telefonema em 8 de agosto. Disse, porém, ter ligado apenas para saber quando deporia no caso. Ruffo mantém a versão sobre o teor da conversa. O delegado Perpétuo instaurou um inquérito há 40 dias. Ouviu até agora três oficiais médicos que estavam de plantão no dia da prisão de Silva, além do tenente-coronel Falcão, diretor do hospital. Perpétuo requisitou – e obteve – da Justiça Federal a prorrogação do inquérito por mais 90 dias. Pretende ouvir, depois da equipe médica, o brigadeiro e, por último, o tenente-coronel Fontes. “Investigo a possibilidade de ter havido abuso de autoridade”, diz o delegado. “Mas, se houve tortura, isso também será apurado”, avisa. 
Prefeito de Pirassununga, Ademir Alves Lindo, e o brigadeiro Perez, em evento realizado sexta-feira, 23, na base aérea de Guarulhos.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 16h26
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
Santa Casa x Unimed
O outro lado da moeda A discordância entre Santa Casa de Mogi Mirim e Unimed Regional da Baixa Mogiana vai muito além das manchetes de jornais, da troca de acusações de conhecimento público. Não é muito difícil entender o motivo da Unimed ter rompido com a Santa Casa – e não o contrário, como a cooperativa esteja enfatizando até o agora. Equipamentos terceirizados, monopólio, unimilitância, preferência por pacientes conveniados na ala do SUS... Desde o ano passado a Unimed deixou de ser unanimidade dentro da Santa Casa. Começou a ruir o reinado “verde” quando o hospital passou a dar abertura aos novos convênios médicos, ao mesmo tempo em que Ronaldo Albuquerque de Carvalho foi alçado como o novo diretor executivo da Santa Casa. Mas, o que teria feito a Unimed abdicar do atendimento ao único hospital mogimiriano? Existem muitas teorias. Um dos motivos principais é o fato de a Santa Casa perceber que é possível investir em modernização desde que se abram as portas para novos parceiros, tanto que aceitou a Master Saúde como nova prestadora de serviços. A Master que, é bom lembrar, chegou em Mogi Mirim no início da década e, pouco mais tarde, foi quase dizimada frente ao monopólio da Unimed. Então, o que teria afastado a Unimed da Santa Casa? No sábado, 24, o blog procurou o representante da Master Saúde e da Porto Seguro Saúde em Mogi Mirim. O responsável por coordenar a concorrência com a Unimed na Santa Casa de Mogi Mirim é Josué Lolli, diretor da Horizonte Corretora de Seguros. Ele aceitou dar sua versão sobre o episódio do rompimento de contrato da cooperativa com o hospital mogimiriano. Vamos deixar claro que o blog reproduz quase toda a entrevista gravada, cujo interesse é explicar que os desentendimentos entre Santa Casa e Unimed não surgiram somente agora. Outra coisa importante: como o blog não é portal ou veículo de comunicação, os nomes das empresas vão ser citados indiscriminadamente. Não pense você, por isso, que faturei alguns trocados com a entrevista. O blog não é “ganha pão”, mas apenas uma forma de não me afastar definitivamente do jornalismo da Baixa Mogiana. De que forma Master Saúde e Porto Seguro vão auxiliar a expansão da Santa Casa? A Santa Casa quer ampliar sua estrutura. Mas onde ela vai conseguir recursos? Vai obter recursos através destes parceiros que hoje existem, como são os casos da Master e da Porto Seguro. E como seria? Com a Master, todos os serviços vão resultar em receita mensal para a Santa Casa. E sobre a Porto Seguro, devido a todos os negócios realizados na região, ela ajuda a Santa Casa com uma receita. É parceria mesmo. A Porto Seguro, quando ainda não tinha cliente na região, fez o repasse de R$ 400 mil para adequação, ampliação, enfim, um contrato mesmo com a Santa Casa. Amanhã ou depois um outro parceiro – daí eu falo pra você que não está terminando um monopólio e começando outro –, outra operadora, caso outra seguradora queira vir para a cidade, pode vir, desde que entenda que a Santa Casa precise de adequações no prédio e de equipamentos. A Santa Casa precisa de receita. Então, quando você pensa ‘pô, a Santa Casa vai cobrar pedágio para abrir outra operadora’. Na verdade ela não está cobrando pedágio, ela está adequada a uma nova realidade para atender uma nova operadora, uma nova seguradora. Nada mais justo do que quem estiver chegando ajude a adequar o espaço que ela queira usar. Entendeu? Então, não dá mais ver a Santa Casa não ter seus próprios equipamentos, que são de terceiros. Como é que consegue comprar esses equipamentos? Consegue-se comprar com alguém doando ou colaborando. A Santa Casa é para gerar lucro. E o lucro é para ser reinvestido nela. Quando o pessoal começa a insinuar que a Santa Casa só pensa em dinheiro, a Santa Casa não pensa em dinheiro. Ela precisa estar adequada à realidade, não dá mais para aceitar a Santa Casa prestando serviço e o que ela presta não gere receita e ela, mas dê receita a um médico, a uma empresa. O ideal é que a Santa Casa tenha todos os equipamentos dentro dela, que o equipamento seja próprio para que o lucro da operação seja dela, e para que o recurso possa ser investido nela e possa atender a população mais carente. Você fala que existem equipamentos na Santa Casa, mas que não são patrimônios do hospital. Saberia mensurar isso em números? Não saberia responder isso, seria até legal conversar com a direção da Santa Casa, mas eu garanto que muitos equipamentos (não são da Santa Casa). Poderia citar o equipamento de endoscopia, porque a Santa Casa não tem esse equipamento. A parte de imagem não é dela. Pertence a um grupo de médicos? Pertence a um grupo de médicos. É uma empresa que é de médicos. Mas, assim dá lucro? Olha, ela tem uma receita sobre isso, mas não é o que poderia receber se (o equipamento) fosse dela. Imagino a Santa Casa assim: na Santa Casa hoje, todos os procedimentos são feitos nela, porque os equipamentos são dela. Ela passaria a ter receita mais qualificada, porque aí não precisaria pagar percentual a ninguém. ‘Ah, mas não tenho radiologista capacitado’. Contrate então um radiologista se tiver equipamento. Sou a favor que a Santa Casa tenha condições adequadas para atender qualquer pessoa, qualquer convênio ou qualquer cooperativa, seja quem for, mas quem estiver lá precisa ajudar a Santa Casa a ter autonomia. Quando falo em autonomia é ver a Santa Casa sendo dona do próprio nariz. Não dá para ver a Santa Casa vivendo de terceiros. Ela tem que chegar num ponto: ‘meu serviço custa tanto e para atender eu cobro tanto’. Diante de um aparente domínio da Unimed no mercado regional, como Master Saúde e da Porto Seguro estão se capacitando? As pessoas que hoje estão em Mogi Mirim são atendidas nas policlínicas e nos consultórios credenciados. É bom a gente fazer um diferencial entre plano de saúde e seguro saúde. Seguro de saúde é um produto de reembolso. Quanto reembolsa? De acordo com o plano que você tenha. Com os médicos credenciados que temos aqui na região, hoje nossa grande parceira é a Prime Medical Center, que tem uma policlínica em Mogi Mirim e um pronto atendimento em Mogi Guaçu. Se houver necessidade de internação, o paciente pode vir para Mogi Mirim aqui na Santa Casa. Então, a população tem atendimento tranqüilo em Mogi Mirim e em Mogi Guaçu. Em janeiro a Prime deve passar a atender em um pronto atendimento em Itapira, daí a nossa região vai estar bem atendida. Falando agora em termos de profissionais, temos uma grande quantidade de médicos que são da região, mas não estão aqui. Estão trabalhando fora porque não têm local para trabalhar por aqui, não tem a oportunidade de voltar para casa. Por que esta parceria com a Santa Casa de Mogi Mirim? Por que não com a Santa Casa de Mogi Guaçu ou de Itapira? Na realidade, a gente começou a negociar com (a Santa Casa de) Mogi Mirim depois de ter feito a primeira tentativa com a Santa Casa de Mogi Guaçu. Não tivemos sucesso. A gente nem foi recebido pela diretoria da Santa Casa de Mogi Guaçu. Só para abrir um parêntese, hoje um grande cliente da sua empresa é a International Paper de Mogi Guaçu. Exatamente. Quando a gente começou essa operação, a gente já tinha um cliente de longa data que vinha sendo atendido no seguro de automóveis e de residência, que é a International Paper. Esse cliente, lógico, a gente queria que mudasse seu plano de saúde, que era a Unimed, não regulamentado, por um plano regulamentado, que fosse Master, Porto Seguro ou Bradesco. E aí a gente teria que ter um hospital. Esse hospital, logicamente, deveria ser a Santa Casa de Mogi Guaçu. Só que nossas tentativas foram infrutíferas. O diretor da Santa Casa não nos atendeu, e recentemente recebemos a informação que não atenderá agora (que a Unimed deixou a Santa Casa de Mogi Mirim). O que a gente tem de informação, inclusive ao ler hoje o jornal A Comarca, o próprio presidente (a Santa Casa de Mogi Guaçu) admite que lá é exclusivo da Unimed. Isso dá até para pensar em fazer alguma coisa em termos de Cade, de promotor, de Procon e de Agência Nacional de Saúde, porque um diretor de Unimed dizer que o hospital é exclusividade de atendimento para a Unimed, isso ele pode falar do hospital dele, que é o São Francisco. Mas dizer de um hospital filantrópico que é exclusivo da Unimed, acho meio complicado.
E em Itapira? Em Itapira a gente também fez uma tentativa, aliás, chegou a negociar por muito tempo com a Santa Casa de Itapira, chegamos a negociar inclusive um aporte financeiro para eles, porque nem o SUS eles atendem. Os médicos da cooperativa proibiram a Santa Casa de atender nosso convênio. Se pegar qualquer cliente para ser atendido na Santa Casa de Itapira, isso não é possível porque os médicos da Unimed não permitem. No caso da Santa Casa de Itapira, existe um monopólio mesmo.
Quais foram as dificuldades enfrentadas para entrar na Santa Casa de Mogi Mirim? Muita dificuldade. Na realidade, acontece o seguinte: existem muitos profissionais lá dentro, e como o corpo clínico é fechado, 100% dos médicos são da Unimed. Eles dificultaram os serviços de outros planos. E aí você chega ao absurdo do anestesista de plantão não atender outro plano de saúde. Então, peraí, estou dizendo que estou dentro da Santa Casa, mas médicos dizem que não vão atender. ‘Se chegar paciente aqui e se for da Porto e da Master, eu não atendo. Quem entra como SUS eu atendo’. Então, estão proibindo a Santa Casa de ter receita, jogando essa dispensa que ele está gerando para o SUS, em detrimento da Santa Casa. Esse é o parceiro, até então esse era o médico que atuava dentro da Santa Casa, na verdade, gerando receita própria, preferindo que a pessoa fosse atendida pelo SUS ao invés de outro plano que não fosse a Unimed. Aí a verdade é clara e cristalina, em que a unimilitância é aplicada. Tem um caso em Itapira de um médico que entrou na justiça para fazer procedimentos na Santa Casa, porque não era da Unimed. Então, infelizmente é realidade. Tivemos muitos problemas, temos alguns hoje, mas estamos resolvendo com muita paciência. Infelizmente as pessoas precisam entender que o mercado está se abrindo. Acho que a concorrência é salutar e quem ganha com isso é o usuário.
Você acha que a Santa Casa de Mogi Mirim pode sofrer algum prejuízo com a saída da Unimed? Emendo outra pergunta: por algum tempo, a Santa Casa pode sofrer prejuízos com a queda de receita proveniente dos serviços prestados pela Unimed? Eu digo que não. Eu digo que ela não vai sofrer não. Pelo seguinte: as empresas que estamos comercializando, cada contrato que a gente comercializa, o lucro que esse contrato dá para a Santa Casa em termos de receita é maior proporcionalmente à lucratividade da receita que a Unimed dava. Seria uma transposição de receita que a Santa Casa já teve. A qualidade da receita do plano de saúde que comercializamos hoje é maior do que a Unimed. Diria que com menos vidas a gente consegue dar uma lucratividade maior do que havia com a Unimed. Essa é a nova visão, é o que acontece hoje. Não preciso de tentas vidas para dar a mesma qualidade financeira para a Santa Casa. Acredito que a Santa Casa não vai enfrentar dificuldades, não.
E os projetos para os próximos anos? Acredito que a Santa Casa daqui a um ou dois anos deva atender o mesmo número de vidas que a Unimed tinha, porém, com rentabilidade bem melhor. Quando a Unimed diz que tinha 30 mil vidas atendidas, acredito que a Santa Casa possa atender esse mesmo número com qualidade de receita de lucratividade muito melhor. Espero que a Santa Casa invista em equipamentos, em hotelaria, e que ela tenha condições de ser dona de equipamentos, de poder ter receita qualificada. Chegou a hora de a Santa Casa ser dona do raio-x que está lá dentro. Está na hora de ser dona de todos os equipamentos. Por isso terá uma receita mais quantificada. Paralelamente a esse imbróglio envolvendo planos de saúde com a Santa Casa, há pouco tempo o atendimento a pacientes do SUS apresentou falhas. Você acha que de certa forma essa nova ordem na Santa Casa propiciou melhoria no atendimento à rede pública? Acredito que sim. Porque quando você tem médicos que trabalham no pronto atendimento e não têm vínculo direto com essa ou aquela operadora, você tem médico focado no atendimento independente do rótulo que a pessoa tenha. O médico que trabalha no pronto atendimento deve atender a população que necessita. Não está escrito na testa do cara que é plano de saúde ou não. O atendimento é feito para o SUS e o médico precisa entender que ele está ali para atender o paciente. Quando você não tem essa relação obrigatória do médico ter interesses próprios com a relação, então você acaba ter atendimento melhorado.
Você acredita que poderia ter sido resolvido antes... ... acredito que sim. Quando você tem interesse naquela relação, logicamente que você puxa para o teu lado. Essa nova postura, esse novo desenho, acho que é salutar para a Santa Casa. Hoje o atendimento está mais tranqüilo, não tem tanta conversa. É bom que se frise alguma coisa: a pessoa vai ao consultório para ser atendido por uma cooperativa médica ou particular, ela demora de três a quatro horas para ser atendida. Essa pessoa vai ao pronto atendimento e acha ruim porque espera uma hora. Então, você acaba sendo atendimento mais rapidamente no pronto atendimento do que quando você vai ao consultório e você paga. A meu ver, hoje a população tem atendimento de qualidade. Acho que o atendimento, o ideal, é atender num curto espaço de tempo. O ideal que seja atendido o mais rápido possível. Se é caso de emergência, vai para o pronto-socorro. Infelizmente, em relação ao pronto-atendimento, as pessoas poderiam ser atendidas no posto de saúde do bairro, mas pela falta de profissionais, ela acaba indo para o pronto-atendimento da Santa Casa. Hoje o pronto atendimento na Santa Casa é um local que se resolve a situação. A gente sabe que muita coisa tem sido feita. A população aprendeu também que está se buscando melhoria no atendimento. Acho que toda essa mudança de postura melhorou bastante.
Escrito por Paulo Henrique Tenorio às 08h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|