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Blog do Paulo Henrique - UOL Blog
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, MOGI-MIRIM, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Esportes, Música
Paulo Henrique Tenorio é jornalista. Artigos não assinados são de autoria do blog. Boa leitura!
Em 1990, exatamente um ano após a queda do muro de Berlim, Roger Waters fez um show épico para um público estimado de 600 mil pessoas. O espetáculo, com toda a sequência do álbum The Wall (que é de 1978, vai vendo...), reuniu alguns artistas famosos. A música The Trial é exatamente a parte final do show, quando o muro é, enfim, derrubado.
Em relação ao futebol amador, então, não duvido de mais nada. Já vi de tudo. Jogador se comprometendo a vestir a camisa de uma equipe por dinheiro, por pagamento das mensalidades da faculdade, por uma moto, por algum bom emprego e por outros benefícios mais – nem posso publicar, né!
Desta vez, parece até um absurdo, mas tem time oferecendo aproximadamente R$ 40 mil (!) a um “treinador” muito badalado. A bolada nada mais é que o orçamento disponibilizado para a montagem do “elenco” visando a temporada 2010.
Muita grana? Então fique atento. Veja quem vai investir horrores para levantar um mísero troféu de campeão amador da primeira divisão.
“Não vamos perder tempo com declarações oportunistas que em nada contribuem para a melhoria da saúde dos cidadãos e que buscam tão somente desviar o foco das reais questões envolvidas”
A declaração acima consta em uma nota da Santa Casa publicada no jornal O Popular. É endereçada ao corpo clínico do hospital, que pediu a cabeça do diretor executivo. Ainda bem que a Santa Casa pensa dessa forma. Demonstra total confiança no seu trabalho e nas decisões tomadas recentemente.
No dia 16 de novembro, segunda-feira, a partir das 20 horas, o Sebrae de São João da Vista promove uma palestra na sede da Associação Comercial e Industrial de Espírito Santo do Pinhal sobre o Empretec.
Empretec é o programa especial de cooperação internacional, com participação do Sebrae, Ministério das Relações Exteriores e ONU (Organização das Nações Unidas). Por meio deste programa, empresários e empreendedores aprendem sobre a importância de se buscar ações para planejar seu negócio e também valorizar a relação existente entre qualidade, eficiência e êxito empresarial, desenvolvendo o potencial empresarial.
O programa é orientado a empreendedores que pretendem criar empresas, melhorar ou ampliar seus negócios.
Todas as informações estão na imagem abaixo. Se este blogueiro não conhecesse o Empretec, logo não indicaria a ninguém. Participei do seminário para empreendedores em São João da Boa Vista em março deste ano. Sinceramente, a experiência foi única, inesquecível, tanto que, embora não tenha meu próprio negócio (ainda), consigo aplicar o aprendizado adquirido durante nove dias na empresa onde hoje atuo.
O curso já foi realizado em Mogi Mirim há alguns anos. Resultado: o ramo da gastronomia tem se desenvolvido graças a uma ação iniciada pelo Sebrae, aplicada após a realização do Empretec aos empreendedores da cidade.
Por isso, de boa, pense bastante. A palestra vai ser útil para você entender o que é o Empretec. Daí, se decidir pela participação no seminário, não perca tempo. Dê um alô para o Sebrae de São João, que atende toda a região da Baixa Mogiana.
Na próxima segunda-feira, a Federação Paulista de Futebol promove o Conselho Arbitral do Campeonato Paulista de 2010. Isto é, provavelmente saberemos quem o Mogi Mirim enfrentará logo de cara na abertura do estadual.
Eles passaram 11 anos tomando fôlego para soltar no palco toda a energia contida nesse longo suspiro. E é com a mesma insanidade de mais de uma década atrás que o Faith No More volta à cena e traz ao Brasil esta pequena turnê, intitulada "The Second Coming", que começou por Porto Alegre nesta terça-feira (3) e passa ainda por Rio de Janeiro (5), São Paulo (7) e Belo Horizonte (8).
No primeiro show da excursão brasileira, em pouco mais de uma hora e meia o Faith No More resgatou toda a carreira e energia da banda que marcou a década de 1990. Do início calmo na instrumental "Midnight Cowboy", com Mike Patton assumindo uma escaleta, ao final do terceiro bis com a explosiva "We Care a Lot", tudo se resume a uma apresentação enlouquecida.
Vários momentos ensurdecedores do show foram impulsionados por clássicos como "Caffeine", "Surprise! You're Dead", "Midlife Crisis" e "Just A Man", quando Patton pulou de costas em cima do público. De fora ficaram hits como "RV", "Digging The Grave", "Collision" e "Falling To Pieces", entre outros tantos espalhados pelos seis discos lançados pela banda. E ainda coube espaço para uma bonita versão da balada "This Guy In Love With You", de Burt Bacharach.
Diferente de todo o restante da atual turnê, o Faith No More incluiu no repertório que trouxe ao Brasil a bossa "Caralho Voador", com o trecho em português "eu não posso dirigir, e agora aparece meu dedo enterrado no meu nariz". A música que está no disco "King for a Day... Fool for a Lifetime", de 1995, foi feita logo após uma vinda da banda ao país e surge como homenagem no show.
Mike Patton é mesmo a mola propulsora do Faith No More, mas o show não é só dele. A banda igualmente competente e impecável aproveita cada espaço do palco para ir à frente e não deixar o público na mão, quando o vocalista se sente exausto. E, numa relação de troca, a plateia faz a sua parte.
Se acústica da casa Pepsi On Stage não ajudou o som, deixando algumas palavras de Patton soarem incompreensíveis e por vezes a guitarra aparecer embolada com o teclado, o público juntou as vozes para cantar refrões-hinos como os de "Last Cup of Sorrow", "Epic" e "Ashes To Ashes". A intensidade entre banda e público ainda fez com que o Faith No More voltasse três vezes para o bis --o último a pedido dos fãs, depois mesmo de os técnicos de palco começarem a desmontar os instrumentos.
A entrega de Mike Patton às músicas estava visível em suas interpretações dos sons dos instrumentos: ele dava soquinhos no ar conforme Mike Bordin batia no bumbo, mexia os braços de acordo com os riffs de Jon Hudson, ia de um lado para o outro movido pelo baixo de Billy Gould e viajava junto com os teclados de Roddy Bottum.
A garganta de Patton, já calejada, impressiona ainda mais nos dias de hoje. Seja no rap de "Epic", na balada "Easy" ou no berreiro pelo megafone de "Land of Sunshine", a voz vigorosa do cantor não perde o tom. Patton parece cantar suas músicas como se fosse a última vez. Mas, na verdade, é o recomeço de uma banda que marcou os anos de 1990 e que encerra a década de 2000 sem querer ser esquecida.
Antes do Faith No More, o palco do Pepsi On Stage foi ocupado pela Banda Véspera --uma lei municipal determina que artistas locais devem abrir as atrações internacionais na cidade. O grupo, que tocou músicas próprias e fez covers de Placebo e Beatles, aguentou firme os 25 minutos de vaias do público, que pedia a gritos de estádio por "Faith No More! Faith No More!".
Veja o que o Faith No More tocou em Porto Alegre: "Midnight Cowboy" "From Out of Nowhere" "Land of Sunshine" "Caffeine" "Evidence" "Surprise! You're Dead!" "Last Cup of Sorrow" "Ricochet" "Easy" (The Commodores cover) "Midlife Crisis" "Epic" "Caralho Voador" "The Gentle Art of Making Enemies" "King of a Day" "Ashes to Ashes" "Just A Man"
(bis) "Chariots of Fire"/ "Stripsearch" "As The Worm Turns"
(bis) "This Guy In Love With You" (Burt Bacharach cover)
Houve um tempo em que futebol se ouvia no radinho de pilha. Vozes como Haroldo Fernandes, Alfredo Orlando e Fiori Gigliotti, e algum depois, José Silvério e Osmar Santos, ditavam o ritmo e a emoção de cada partida.
Eu vivi esse tempo, que me traz muita saudade e dor no coração quando constato que ele não volta mais. Um tempo que apenas povoa nossas lembranças e aperta o peito.
Um tempo em que música boa se ouvia na rádio Mundial, do Rio de Janeiro, à noite,e Excelsior, de São Paulo, durante o dia. Isso porque a propagação das ondas médias nos traz emissoras de longe quando o sol se vai e esconde as mais próximas.
Esse tempo é o mesmo em que ir ao velho Chico Vieira nas tardes de domingo era o programa indispensável para quem queria um bom divertimento. Sentar no alto do barranco que havia na ponta-esquerda de quem ataca para o gol dos fundos, bem ali onde ficava o Bar da Wilma, era o lazer das tardes de domingo.
Não importava que iria jogar, se era amador ou profissional, o bom era estar ali, viver aqueles momentos. Ver jogos do Vila Ilze, Bom Jesus, Paulista, Usina, Vila Izaura, Bela Vista ou mesmo o profissional com o Itapira AC, era bem melhor dali, daquele local, cercado por amigos verdadeiros.
Um tempo que a noite do domingo era reservada para a discoteca do Centrão. Tenho guardado na mente a imagem do Ronalde Soares, do Bolão e do Di Canguru na ponta do balcão do bar, as músicas verdadeiras de discoteca e o ambiente sadio e saudável.
Sou desse tempo. Um tempo em que ter um som no carro era equipar o mesmo com um tape TKR ou Road Star, que eram o que havia de melhor. Muito diferente de hoje, tempos em que quem equipa o carro coloca o som do lado de fora e sai pelas ruas com o volume aos berros, evidenciando o mau gosto musical do proprietário do veículo.
Às vezes, quando o sono vai embora e os olhos secam, me pego divagando por esse tempo, que marcou a vida de quem teve o privilégio de vivê-lo, e que me traz nostalgia, saudade e prazer, principalmente prazer de ter vivenciado tudo isso.
Não sou saudosista a ponto de acreditar que a Tucurense ainda é o antigo Tucura, mas sei perfeitamente que o futebol amador de hoje em Mogi Mirim está muito diferente daquele que eu e muitos assistimos há alguns anos, uma década atrás ou até mais. O futebol amador atual reúne times formados por camisas, sem nenhuma relação com bairros ou comunidades.
Clubes deixaram de existir em função desse prazer que boleiros da cidade têm em criar novas equipes. Agora é o tal do time do Zé da Lojinha, do Bar do Curtinho, do Zé Sapateiro e do Tião do Gás, equipes que surgem aos montes e disputam o título do campeonato amador, como é esse tal de Cecap, uma versão mais fashion daquele Piteiras que ganhou tudo na primeira metade desta década – sem falar em Art-Base, Interclubes e afins.
Em grande parte, estes clubes apresentam como novidade apenas o nome, a camisa, o emblema, mas são formados, quase sempre, por jogadores que há anos perambulam pelos gramados da cidade. Se existe ponto positivo, digamos que o futebol amador de Mogi Mirim é democrático. Até demais. Nesses novos clubes, até quem deveria ter pendurado as chuteiras há muito tempo continua dando suas botinadas, marcando alguns golzinhos, preenchendo espaço na tabela de “melhores do ano”.
Existe um outro lado da moeda, algo que não nenhum escândalo, já que o argumento é batido entre os boleiros. Clubes tradicionais como Tucurense, Santa Cruz e Mirante estão em extinção. Existem até hoje por insistência, persistência, até por teimosia. Não são tradicionais só pela idade, mas pela íntima relação pelo bairro de origem. Mas hoje ficou fácil fundar um clube, desmanchá-lo no dia seguinte à final e reativá-lo, se viável, apenas no ano posterior, às vésperas de uma nova temporada.
É bem diferente do que ocorre com estes clubes quarentões, cinqüentões e até sessentões, que carregam o peso de conquistas passadas, de histórico de boas campanhas e de figuras já ausentes do nosso mundo. Refiro-me a personagens que deixaram um legado de bons serviços prestados ao futebol amador de Mogi Mirim, como Rovalde Saletti Banchieri, o Leiteiro, e Paulo Borges Monteiro, o Paulo Bolinha – dois entre inúmeros exemplos.
O problema, porém, é que não dá para viver do passado. O futebol amador de hoje é isso mesmo, formado em sua grande maioria por equipes novas, sem nenhuma relação com bairro, com torcida, mas apenas com familiares de jogadores. O Piteiras do técnico José Duzzi Neto, o Zito, também contribuiu para a desconstrução do futebol amador, processo que continua em franco desenvolvimento com estas desconhecidas agremiações que exercem a função de protagonistas no futebol amador de Mogi Mirim.
Contra este sintoma, a única maneira de assegurar o equilíbrio é torcendo para que clubes velhinhos continuem vivos, mesmo que capengas. Porque, do contrário, a nova ordem do futebol é essa que vemos agora na decisão de campeonato amador. Situação que não esperava ver tão cedo em Mogi Mirim, pelo simples fato da cidade ter um dos melhores campeonatos amadores da região. Isto é, tem como ficar pior.
Antes de anunciar o pacotão do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) a Prefeitura vai realizar oito audiências públicas pela cidade. Todas as principais áreas terão uma reunião neste mês, sendo a primeira voltada aos funcionários públicos do município, amanhã às 17h, no Centro Cultural. O executivo municipal pretende exibir a proposta de reajuste e afirma estar aberto a críticas e sugestões.
As audiências são ótimas oportunidades para a população se envolver e chegar a um consenso junto a Prefeitura. A necessidade de acabar com as discrepâncias é clara. A tabela atual está desatualizada há muito tempo e não está de acordo com o desenvolvimento de alguns pontos do município. No início do ano, a Prefeitura fez uma tentativa desastrosa de promover uma nova tabela, pois o calculo proposto ainda possuía distorções e, em alguns bairros, os aumentos eram abusivos.
A grande rejeição faz com que Carlos Nelson Bueno (PSDB) seja mais cuidadoso dessa vez antes de mandar a proposta para a Câmara Municipal, pelo menos essa é a imagem que ele passa. A população deve aproveitar esta oportunidade para analisar a proposta e fazer reivindicações. Caso a população não compareça, assim como aconteceu na reunião do Conseg, o prefeito vai enviar a tabela que acredita ser mais propícia. Depois é injusto e tarde para reclamar.
A audiência pública realizada na Câmara de Mogi Mirim na noite de quinta-feira com o corpo clínico da Santa Casa serviu para uma única coisa: deixar claro que os médicos, obviamente que quase todos prestadores de serviço da Unimed, são contra a permanência do diretor executivo do hospital, Ronaldo Carvalho de Albuquerque.
Agora não há mais nada o que esconder. Médicos ligados à Unimed – quase todos da Santa Casa – não suportam mais a autonomia do diretor sobre a mesa diretora do hospital. Virou problema pessoal de fato. A Unimed entende que só terá vez na Santa Casa em Mogi Mirim se Ronaldo for para bem longe. Caso contrário, a chance da Unimed voltar à Santa Casa é mínima, desde que, porém, aceite o que a mesa diretora entende ser "justo".
Nem ouso analisar se o corpo clínico tem razão ou não em detestar Ronaldo, afinal, acredito que a imprensa não esclareceu nem 10% das contradições e dúvidas que envolvem Santa Casa, Unimed e outros convênios de saúde.
Para o dia 9, semana que vem, a vereadora Maria Helena Scudeler de Barros convidou o corpo clínico para participar de uma reunião com a mesa diretora e os vereadores. Será mais uma oportunidade para se tentar esclarecer alguma coisa. Se é que existe interesse que essas informações cheguem ao conhecimento da população.
O IPTU está em pauta nas três cidades da Baixa Mogiana.
Em Mogi Guaçu, o chefe do Executivo desistiu de conceder aumento após sofrer “pressão” de todos os lados. Ficou bravinho e dispensou os funcionários indicados pelos vereadores.
Em Mogi Mirim, a Prefeitura promoverá oito audiências públicas – e não 50, segundo promessa do prefeito Carlos Nelson Bueno – para debater um aumento do imposto que está por vir.
Já em Itapira, a oposição conseguiu barrar o projeto que concedia reajuste, e de quebra, vetou alguns benefícios importantes, dentre eles, o que previa desconto para o pagamento do imposto a vista.