A imagem não ajuda, mas dou uma forcinha. Esse álbum de figurinhas é do Campeonato Paulista de 1998. E o Mogi Mirim montou um time razoável para a competição. Na página à esquerda aparecem Aílton Cruz, Ronaldo (que no segundo semestre do mesmo ano foi para o Cruzeiro) e Márcio. À direita, no alto, estão Luiz Cláudio, Misso, Eduardo, César, Piekarski, Luiz Mário, Sandro Gaúcho e Moreno. O álbum é do mano Paulo Rogério Tenorio.
A Câmara de Mogi Mirim vota hoje à noite o projeto de revisão da planta genérica de valores imobiliários, que serve como base para o cálculo do IPTU. A sessão será tensa, como no ano passado, porque a oposição – leia-se PSB – mobilizou seus “pares” com o intuito de pressionar os vereadores na reunião desta noite.
A Prefeitura levou o projeto à Câmara a toque de caixa, apesar de toda aquela encenação nas audiências públicas realizadas nos bairros da cidade. O projeto chegou semana passada na Câmara, e com a anuência dos vereadores da situação, será votado hoje mesmo.
Só não será votado se o PSB conseguir, novamente, barrar a votação na justiça. Foi o que fez no ano passado, o que impossibilitou a Carlos Nelson Bueno de provocar o aumento o IPTU há um ano.
Porém, no ano passado a Câmara enrolou o quanto pode para postergar a votação. Houve até mesmo aquele episódio em que o vereador Luiz Roberto Tavares, o Robertinho (PSDB), para não contrariar a ordem do partido, se afastou para não votar contra o projeto de revisão da planta genérica.
A liminar obtida pelo PSB, que impediu a votação do projeto em 2008, estremeceu o relacionamento de Carlos Nelson com a Câmara passada: “lamento dizer, mas a Câmara se acovardou a um discurso de direita, terrorista, incompetente e mentiroso. Cedeu à demagogia, à política barata, e o governo teve um retrocesso. Acabamos terminando com essa tristeza, a fuga da responsabilidade que a Câmara revelou”, disse, na ocasião, em entrevista a O Impacto.
Agora, em 2009, é pouco provável que a Câmara atrapalhe as intenções da Prefeitura. O projeto de Carlos Nelson deve passar, sem sombra de dúvida. A não ser que algo surpreendentemente “sobrenatural” apareça para atrapalhar o que parece óbvio - algo como a liminar obtida no ano passado pelo PSB. Do contrário, prepare-se para o reajuste do IPTU em 2010.
Eliminado da decisão da Copa Paulista neste final de semana, o Mogi Mirim se vê num momento muito propício para planejar o futuro: Velloso é o técnico que o clube deve ter no Campeonato Paulista de 2010?
Li uma notinha na coluna Corneta do jornal Aqui no mínimo estranha: Luizão, atacante sem clube há muito tempo, treina no Mogi Mirim e pode pintar como novidade para o Paulistão de 2010.
Luizão, muito fora de forma, é o mesmo que deu cano no Rio Branco semana passada após ter simulado assinatura de contrato com o clube de Americana. Se Luizão é estrela do Mogi para 2010, então...
Deixa pra lá.
Atualizado: segundo Geraldo Bertanha, o Gebê, o Luizão em questão é o zagueiro, e não o atacante. Por dedução, achei que o Luizão citado na nota era o atacante.
Rivaldo está no comando do Mogi Mirim há pouco mais de um ano.
Neste período, o clube disputou duas competições, o Paulistão e a Copa Paulista – neste fim de semana o Mogi decide vaga para a final contra o Votoraty.
A campanha do Paulistão foi um quase desastre. Só não foi um caos completo porque o time teve fôlego para se safar do rebaixamento na última rodada.
Em 19 jogos, cinco vitórias foram conquistadas. O clube empatou quatro vezes e perdeu 10 partidas.
Números de time de segunda, sem sombra de dúvida.
Já na deficitária Copa Paulista, veio a virada.
Na primeira fase, aos trancos e barrancos, o Mogi se classificou com cinco vitórias, seis empates e três derrotas.
O time de Wagner Velloso, contestado pela campanha aquém das expectativas, reagiu.
Da segunda fase à semifinal, os resultados foram positivos. Em nove partidas, contando com o primeiro confronto da semifinal, o Mogi conquistou seis vitórias, um empate e sofreu duas derrotas apenas.
Se todos estes números forem colocados na mesma balança, chegamos à seguinte conclusão: em 2009, o Mogi Mirim disputou 42 partidas, venceu 16 vezes, empatou 11 jogos e perdeu 15 partidas. Na relação de gols marcados, foram 61. O Sapo sofreu 66 gols neste ano, saldo negativo de cinco.
Dos 126 pontos disputados, a equipe garantiu 59, menos de 50%.
São apenas números que proporcionam inúmeras conclusões.
E que na falta de assunto, remete a uma análise clara: a Copa Paulista tem servido ao menos para o Mogi de Rivaldo apagar a péssima exibição no Paulistão de 2009.
Para rememorar os 40 do festival de Woodstock, o blog indica umsite onde estão disponíveis diversas imagens do evento, publicadas pela revista Life. Diga-se de passagem, as fotos são maravilhosas.
Professor Barretto lança livro autobiográfico na sexta-feira
Referência regional na área da Educação Física, o professor itapirense José de Oliveira Barretto Sobrinho está lançando seu primeiro livro, na próxima sexta-feira, dia 20. O evento será na Escola Estadual “Elvira Santos de Oliveira”, em Itapira, a partir das 19h00, com participação da Banda Lira e Orquestra de Viola Itapirense. Intitulado “A Força e a Beleza dos Ideais”, o livro contém histórias sobre a vida de Barretto, desde a infância até os dias de hoje, aos 74 anos de idade e 51 de profissão.
São 118 páginas e 216 fotos com inúmeros relatos do professor que revolucionou o esporte em Itapira e região, servindo de inspiração para centenas de alunos, entre os quais profissionais de educação física de destaque nacional, como Paulo Roberto de Oliveira, Miguel Arruda e Valdir Barbanti, todos professores universitários e autores de livros.
Barbanti assumiu recentemente o cargo de diretor da Faculdade de Educação Física da USP (Universidade Estadual de São Paulo) de Ribeirão Preto. Oliveira e Arruda são professores na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Na região, Barretto foi o idealizador e organizador por muitos anos do Passeio de Bicicletas e Caminhada de Itapira a Mogi Mirim e também a Caminhada da Integração, realizada em conjunto com as Prefeituras de Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Itapira.
Em Itapira, foi Barretto quem implantou as olimpíadas estudantis, começando pela Escola “Elvira Santos de Oliveira” no início da década de 60, entre outros inúmeros projetos sociais, com objetivo de estimular a prática esportiva e o esporte comunitário.
Nota do blog: o texto acima chegou à minha caixa de e-mail via Kaique Barretto, jornalista de O Popular e filho do professor Barretto, pessoa que merece toda e qualquer homenagem ainda em vida pelos serviços prestados em prol do esporte itapirense. De boa, o Zé Barretto é daquelas personalidades que o esporte da região deve reverenciar.
Serei breve porque não posso interromper o que comecei há alguns dias, aqui no jornal O Movimento, razão que determinou meu afastamento prévio das atividades deste blog por tempo indeterminado.
Mas em meio a tantas traças, carunchos e poeira – muita poeira –, tendo tido o imenso prazer de conhecer a fundo a história de um jornal que completará na próxima quarta-feira, 18, 75 anos.
O Movimento apagará velinhas, e por esse motivo, a redação está colocando no forno um especial muito bacana. Sem falsa modéstia, porque embora tenha texto de “minha autoria” na parada, a equipe conseguiu algumas proezas que não tive a oportunidade de conhecer, afinal, estou há pouco mais de seis meses na terra da cachaça. Logo, meu relacionamento com a cidade ainda é muito “morninho”.
Esse tipo de trabalho de pesquisa me agrada. Sempre me agradou. Gosto de fuçar na história, de buscar informações registradas no decorrer dos tempos. Imagine o que o jornal relatou em 75 anos de história de Pirassununga? Foi um trabalho de pesquisa muito bacana, pode apostar.
Vale como registro o fato da informatização ter desembarcado aqui no jornal em Pirassununga muito tempo antes de chegar aos jornais da região da Baixa Mogiana. Colorido, então, nem se fala...
No geral, esse tipo de trabalho, como aquela famosa música do Rei Roberto, é mero “detalhe” que substitui o tesão de pseudo-furos jornalísticos, aquele que os coleguinhas preferem dar mais importância ao furo do que à informação em si.
O jornalismo tem outros baratos, o que nem sempre redunda em bom “ibope”. É desse tesão que estou degustando nos últimos dias, apenas para justificar o real motivo do sumiço: estou trabalhando num caderno especial. E ponto final.
Na noite desta quinta-feira, a partir das 20h00, o músico Armando Morelli faz o lançamento de seu CD, “Umas e Outras”, no Teatro Tupec, no Centro Cultural de Mogi Guaçu, com entrada franca. São 17 canções relacionadas aos 40 anos de carreira do artista. Quem conhece um pouco de música sabe que Armando é referência na região. Por isso, fica aí a pedida para quem quiser conferir o lançamento do álbum “Umas e Outras”.
Agora é tudo oficial, com base na tabela divulgada há pouco pela Federação Paulista de Futebol:
17 de janeiro – Palmeiras, no Palestra 20 de janeiro – Rio Branco, em Mogi Mirim 24 de janeiro – Santos, em Mogi Mirim 27 de janeiro – Portuguesa de Desportos, em São Paulo 21 de janeiro – Bragantino, em Mogi Mirim 3 de fevereiro – Mirassol, em Mirassol 7 de fevereiro – Botafogo, em Ribeirão Preto 13 de fevereiro – Oeste, em Mogi Mirim 17 de fevereiro – Corinthians, em Mogi Mirim 21 de fevereiro – São Caetano, em São Caetano do Sul 28 de fevereiro – Paulista, em Mogi Mirim 3 de março – Sertãozinho, em Sertãozinho 7 de março – Rio Claro, em Rio Claro 14 de março – Ituano, em Mogi Mirim 21 de março – São Paulo, em São Paulo 24 de março – Grêmio Barueri, em Barueri 28 de março – Santo André, em Mogi Mirim 4 de abril – Monte Azul, em Monte Azul Paulista 7 de abril – Ponte Preta, em Mogi Mirim
Como no Paulistão deste ano, o Mogi Mirim disputará 19 rodadas. São nove jogos em casa. Todos contra todos em um turno, classificando-se os quatro melhores para as semifinais. Também haverá quadrangular entre os quatro melhores do interior.
Em tempo: os grandes vão receber R$ 7,5 milhões de cota de televisão. Cada time pequeno embolsará R$ 1,4 milhão.
Foi divulgada há pouco a primeira rodada do Campeonato Paulista de 2009. E o Mogi Mirim enfrenta o Palmeiras no Palestra Itália, logo na primeira rodada. A rodada inaugural será disputada no dia 17 de janeiro. O jogo de abertura será entre Monte Azul e Corinthians.
Confira os demais jogos da rodada:
Rio Branco x Santos São Paulo x Portuguesa Sertãozinho x Barueri Rio Claro x Botafogo Ituano x Mirassol São Caetano x Paulista Ponte Preta x Santo André Bragantino x Oeste
Em 2005, o Mogi Mirim estreou no Paulistão contra um grande e se deu bem. Foi contra o Corinthians, no Pacaembu, quando o argentino Carlitos Tevez foi apresentado à nação corintiana. Resultado: o Mogi venceu por 2 a 1, com gols de Neto Baiano.
Resta saber se o Mogi Mirim receberá mais de um time grande na cidade, uma vez que, neste ano, abrigou apenas uma partida envolvendo um grande. Outro fato: enfrentar time grande em casa ou fora dá na mesma, isto é, o favorito sempre será o grande.
Então, não muda nada o fato do Mogi jogar no Palestra. Quem sai em prejuízo mesmo é o clube, que deixa de faturar uma boa grana com a renda. De resto, pensando apenas na equipe e no campeonato, dá tudo na mesma, seja enfrentando o Palmeiras em Mogi ou em São Paulo.
Existe momento para tudo nessa vida. Para o trabalho, para o amor, aos amigos, ao lazer. Não posso me queixar de nada. Tenho um bom emprego, possuo grandes e fiéis amigos, há mais de cinco anos estou com a mesma mulher, gosto do que faço, amo o futebol, sou aficionado por informação, leio, jogo meus games, assisto muita TV, o automodelismo é o mais recente hobby, entre outras coisas.
Além disso tudo, sou apaixonado por música, por rock, rock dos bons. De Pink Floyd a todas essas porcarias que tocam no rádio nos dias de hoje. Muito mais pelos velhinhos do rock, como Led, Stones, Beatles, The Who... E até por bandas um pouco mais recentes, como Oasis, Sepultura, Faith No More... (odeio NX Zero e ouras merdas que poluem o cenário do rock nacional. Mas respeito quem goste).
E por falar nesses caras do Faith No More, fui conferir sábado a turnê de retorno da banda que sacudiu o mundo da música na década passada. E acreditem: os caras estão melhores, o vocal de Mike Patton continua absurdamente mais ousado e o restante da banda, apesar dos cabelos brancos – ou até da falta de cabelos –, continua dando conta do recado.
Junto com uma galera, estive sábado no Maquinária Festival, na Chácara do Jockey Clube, zona oeste de São Paulo. O único motivo de ter investido duas centenas de reais no ingresso foi para ver o Faith No More. Porque de resto, na minha modéstia opinião, até mesmo os Brothers – dos irmãos Suplicy –, que tocaram no palco B do show, fizeram show melhor do que Nação Zumbi, Deftones, Sepultura e Jane’s Adction.
Havia algo melhor do que as Itaipavas vendidas a R$ 6. O FNM sobrou no festival. Mike Patton é sem dúvida um dos melhores vocalistas que vi cantar. Tem voz que propicia performance única. As músicas do Faith No More são muito boas. Enfim, a banda fez jus aos 15 anos de espera desde o último show aqui no Brasil.
De resto, exceção ao celular perdido no meio da multidão e pelo grito de “Palmeiras” de Mike Patton, tudo perfeito. "From Out Of Nowhere", "Epic", "Easy" e "Ashes to Ashes" foram alguns dos clássicos. Destaco até mesmo a versão paulista de “Ela É Carioca”.
Embora o futuro da banda seja incerto, tudo leva a crer que o rock ainda não acabou. Graças a essa geração de bandas que continua fazendo algo de útil. Por isso que eu digo o seguinte: o meu fim de semana foi nota 10.
Em 1990, exatamente um ano após a queda do muro de Berlim, Roger Waters fez um show épico para um público estimado de 600 mil pessoas. O espetáculo, com toda a sequência do álbum The Wall (que é de 1978, vai vendo...), reuniu alguns artistas famosos. A música The Trial é exatamente a parte final do show, quando o muro é, enfim, derrubado.